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Bolsa limita ganhos no fim, mas fecha em alta de 1,37%, aos 79.918,36 pontos

Ainda assim, mesmo com a forte queda nos preços da commodity, que pressiona em particular as ações da Petrobras, o principal índice da B3 encerrou esta...

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Por Agência Estado

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O Ibovespa se afastou das máximas do dia e não conseguiu se sustentar, ainda que levemente, acima dos 80 mil pontos no fechamento desta terça-feira, em dia no qual contou com o suporte de Nova York, ante a percepção de que os EUA, assim como a Europa, começam a deixar para trás o pior momento da pandemia do novo coronavírus. O desempenho acima do esperado para a balança comercial da China em março também contribuiu para dar alento ao apetite por ativos de risco, aqui como no exterior, apesar do desempenho negativo do petróleo na sessão, o que ajudou a diminuir os ganhos. Além disso, a política e a situação fiscal do País acabaram por se impor, limitando o avanço das ações domésticas.

Ainda assim, mesmo com a forte queda nos preços da commodity, que pressiona em particular as ações da Petrobras, o principal índice da B3 encerrou esta terça-feira em alta de 1,37%, aos 79.918,36 pontos, o melhor nível de fechamento desde 13 de março, quando atingiu 82.677,91 pontos. Na sessão de hoje, o Ibovespa oscilou entre mínima de 78.847,67 e máxima de 81.667,81 pontos, com giro financeiro a R$ 21,2 bilhões nesta terça-feira. Na semana, o índice avança 2,88% e, no mês, acumula agora ganho de 9,45%, ainda cedendo 30,89% no ano.

Entre as blue chips, Petrobras PN fechou em baixa de 1,18% e a ON, de 0,69%, enquanto Vale ON cedeu 0,09%. Destaque positivo para as siderúrgicas, com Gerdau PN em alta de 2,94%, Usiminas PNA, de 5,76%, e CSN, de 1,50%. Entre os bancos, Bradesco ON avançou 2,43% e Itaú Unibanco, 1,25%. Na ponta do Ibovespa, Braskem fechou em alta de 28,67%, seguida por IRB, em alta de 15,30%, e Via Varejo, de 12,15%. No lado oposto, Ultrapar cedeu 2,96% e Cielo, 2,42%.

O ajuste negativo da Petrobras, um dos carros-chefes do Ibovespa, foi modesto se comparado aos preços da commodity, em meio a preocupações sobre o enfraquecimento da demanda global. Referencia americana, o petróleo WTI para maio fechou em queda de 10,26%, a US$ 20,11 por barril, em Nova York, enquanto o Brent para junho, referencia global, cedeu 6,74%, a US$ 29,60 por barril, em Londres. Durante a sessão, o WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 20 por barril, a US$ 19,95 na mínima.

“O dia não foi melhor por conta da forte queda do petróleo, após os sauditas surpreenderem e cortarem os preços para o mercado asiático, mesmo após terem assinado acordo histórico no final da semana, para o corte da produção da commodity”, aponta Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

“Há um fator que puxa o preço das ações para cima, que é a perspectiva de um retorno gradual para a normalidade econômica a partir do momento em que se confirmar o achatamento da curva da covid-19, estando o Brasil cerca de 10 dias atrás dos EUA, para efeito de comparação”, diz Eduardo Cavalheiro, gestor da Rio Verde Investimentos, observando que quanto mais longo o distanciamento social, maiores as consequências na economia – na renda geral como no cumprimento dos contratos.

“E o que vimos nesta rápida aprovação na Câmara das compensações a Estados e municípios: o governo dormiu, chegou atrasado e agora vai precisar negociar algo melhor no Senado. Os governos estaduais assumiram a liderança nas medidas sanitárias e agora estão mandando a conta. A questão política é um fator que deve continuar limitando a recuperação”, acrescenta o gestor.

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