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Juros: Taxas avançam influenciadas pela aversão ao risco no exterior

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,745%, na mínima, de 12,754% ontem no ajuste, e a do DI...

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Por Agência Estado

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Os juros futuros fecharam em alta, com a curva ganhando inclinação na medida em que as taxas longas subiram mais do que as curtas. O movimento esteve relacionado principalmente ao ambiente externo, onde dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos surpreenderam e desestimularam apostas na suavização do ciclo de aperto pelo Federal Reserve. Os rendimentos dos Treasuries tiveram forte avanço, assim como o dólar mostrou alta generalizada. O leilão de prefixados não contribuiu, com lotes e risco para o mercado maiores do que o anterior.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 12,745%, na mínima, de 12,754% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 10,78% para 10,79%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 10,28%, de 10,22%, e a do DI para janeiro de 2029, com taxa de 10,66%, de 10,57%.

Com a manutenção da agenda doméstica esvaziada, o mercado de juros continuou operando a partir de ajustes técnicos e do exterior, hoje marcado pela aversão ao risco. Os yields dos Treasuries exibiram forte alta, refletindo o aumento das apostas em novas alta de juros nos Estados Unidos além do já precificado aperto da próxima semana. O gatilho foi a queda inesperada dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, reforçando a ideia de que a resiliência do emprego pode limitar o processo de alívio inflacionário no país. O Federal Reserve tem reunião de política monetária na próxima quarta-feira, 26.

“O mercado aqui acompanhou lá fora, onde a T-Note de dez anos abriu 10 pontos, trazendo impacto sobretudo para a ponta longa. A parte curta não tem muito como se mexer até o IPCA-15, a não ser que surja algum evento de cauda ou, por outro lado, algo muito positivo pelo lado das reformas”, avalia o economista da MAG Investimentos Felipe Rodrigo de Oliveira.

Mesmo com o Congresso em recesso, o noticiário sobre as reformas até se mantém abastecido, especialmente no caso da tributária, mas não chega a pesar sobre a curva. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a reforma do imposto de renda é complexa e demanda cautela, necessitando ainda de amadurecimento.

O mercado colocou ainda no radar a recente escalada das commodities agrícolas, decorrente do fim do acordo do Mar Negro que permitia o escoamento de grãos pela Ucrânia. “É algo que merece ser monitorado porque justamente o que vinha pressionando a inflação para baixo eram os preços de alimentos”, alerta Oliveira, destacando ainda como fator de atenção potenciais impactos do El Niño sobre a produção de alimentos. Desse modo, serão acompanhados ainda mais de perto os preços no atacado, via IGPs.

Nos aspectos mais técnicos, o leilão de prefixados do Tesouro trouxe 10 milhões de LTN, ante 7 milhões na semana passada, enquanto o lote de NTN-F caiu de 3,5 milhões para 2,5 milhões. O risco para o mercado (em DV01) foi de US$ 634 mil, ante US$ 594 mil no anterior.

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