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Intimidação em ‘casa’ cresce e protestos beiram a violência nos clubes brasileiros

O Corinthians passou por momentos de tensão antes do mesmo clássico. Vasco, Atlético-MG e Internacional são outros clubes que sofreram com ações pouco amistosas de suas...

Publicado em

Por Agência Estado

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O ano de 2023 está sendo marcado pelo crescimento da intimidação a jogadores, técnicos e dirigentes no futebol brasileiro por parte das torcidas de seus próprios times. Os protestos, por vezes, beiram a violência, como aconteceu no clássico entre Santos e Corinthians, na Vila Belmiro, na noite de quarta-feira, com a partida sendo encerrada aos 42 minutos do segundo tempo por falta de segurança no estádio.

O Corinthians passou por momentos de tensão antes do mesmo clássico. Vasco, Atlético-MG e Internacional são outros clubes que sofreram com ações pouco amistosas de suas torcidas, geralmente inconformadas com derrotas e eliminações de torneios.

Inconformados com a derrota para o Corinthians por 2 a 0, torcedores santistas atiraram rojões e sinalizadores em direção à meta defendida pelo goleiro Cássio e para dentro do gramado da Vila contra seus jogadores. O Corinthians retirou seu time de campo e foi correndo para o vestiário, enquanto o Santos permaneceu no gramado por 15 minutos, num circulo central protegido por seguranças, temendo que a torcida invadisse o campo para agredi-los. Os jogadores precisaram ser escoltados até o túnel de acesso aos vestiários. Nas arquibancadas, o presidente Andrés Rueda foi hostilizado.

Do lado de fora da Vila, torcedores entraram em confronto com a polícia e chegaram a montar uma barricada em uma das ruas próximas ao estádio. A Polícia Militar respondeu com balas de borracha, bombas, gás lacrimogêneo e jatos d’água. Quatro dias antes do clássico, membros de uma organizada do Santos fizeram um protesto na porta do CT Rei Pelé com caixões representando Andrés Rueda, o técnico Odair Hellmann e jogadores, como o lateral-direito Nathan e o zagueiro Eduardo Bauermann – este último afastado por envolvimento no esquema de fraudes em apostas esportivas. Entre os gritos de ordem, os santistas disseram que agrediriam jogadores que estivessem nas baladas.

Esta não foi a primeira vez neste ano que a casa santista presenciou algo do tipo. Na eliminação do time na Copa do Brasil, também para o Corinthians, alguns torcedores jogaram bombas no gramado. O Santos foi punido com dois jogos de portões fechados. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva vai analisar a interdição da Vila Belmiro após a reincidência de protestos violentos desta quarta.

CORINTHIANS
Apesar da vitória por 2 a 0 sobre o rival, o Corinthians está longe de viver momento de tranquilidade com sua torcida. Na véspera do clássico desta quarta, o ônibus do clube foi cercado por torcedores, que desferiram socos e chutes no veículo. Jogadores, comissão técnica e dirigentes, liderados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, ficaram uma hora sem conseguir desembarcar e acionaram a polícia. O Corinthians optou por retornar à São Paulo de madrugada e se dirigir a Santos somente horas antes da partida.

“A decisão de voltar foi tomada com o presidente, em conversa por telefone e por bom senso com as crianças, mulheres e idosos que estavam no hotel e poderiam se ferir numa confusão. Voltamos e descemos no dia do jogo com a polícia fazendo nossa escolta. Jogamos e ganhamos no campo. Precisamos de paz. Pressão ou porrada não faz ganhar, o que faz ganhar jogo é trabalho”, afirmou o técnico após o jogo.

No dia 6 de maio, cerca de 350 torcedores do Corinthians foram ao CT Joaquim Grava para protestar contra o presidente Duílio Monteiro Alves e o gerente de futebol Alessandro Nunes, além de Luan, encostado pela comissão técnica. À época, Luxemburgo, que havia acabado de assinar contrato, pediu dez partidas de tranquilidade e apoio. De lá para cá, o time briga para se distanciar da zona de rebaixamento do Brasileirão e foi eliminado da Copa Libertadores.

VASCO
Sem engrenar na temporada, o Vasco também vive ambiente turbulento. Nesta quinta-feira, torcedores penduraram um boneco nos arredores de São Januário simulando o enforcamento de Luís Mello, o CEO da SAF. O boneco vestia uma camisa do Flamengo e foi colocada uma placa escrita “Luís Mengo”, em referência ao fato de o dirigente ser sócio do rival quando assumiu o cargo no cruzmaltino. Uma faixa com críticas a 777 Partners, dona do futebol do clube, também foi erguida.

No dia 6 de junho, cerca de 50 torcedores vandalizaram São Januário após a goleada sofrida para o Flamengo, por 4 a 1, no Maracanã. O grupo disparou bombas, fogos de artifício, pedras e garrafas, no portão principal do estádio, localizado no bairro de São Cristóvão. “O clube compreende a insatisfação de seus torcedores e entende que os resultados em campo estão aquém do esperado, mas é absolutamente injustificável que um símbolo de todos os cruzmaltinos seja destruído”, disse o clube, em nota, na ocasião.

ATLÉTICO-MG
Antes de deixar o Atlético-MG, o técnico Eduardo Coudet precisou lidar com insatisfação dos torcedores. O argentino ficou frente a frente com membros da principal uniformizada do clube, em frente ao CT do time mineiro, no últimos protesto antes de sua saída. Cercado por atleticanos, o técnico foi obrigado a dar satisfações sobre o as suas escolhas na eliminação da Copa do Brasil para o Corinthians e ouviu que não era mais bem-vindo no clube.

INTERNACIONAL
A eliminação do Internacional na semifinal do Campeonato Gaúcho foi marcada por uma briga generalizada no gramado do Beira-Rio. Um torcedor que invadiu o gramado carregando uma criança no colo e se colocou no meio do tumulto. Dentro do campo, o homem desferiu um chute no lateral-esquerdo Dudu Mandai, do Caxias, e outro em um cinegrafista da RBS TV, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul. Tudo foi registrado pela transmissão da partida.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul entrou com um pedido de medida de proteção para a criança carregada pelo pai. O homem foi indiciado por lesão corporal contra a criança, submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou constrangimento e expor a vida ou a saúde de alguém a perigo direto ou iminente.

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