CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Aziz, sobre mudanças no arcabouço: Senado não deve apenas dizer amém ao que veio da Câmara

“Esse é o avanço possível no momento e por isso defendemos o projeto na sua essência. Isso não quer dizer que o Senado deva apenas dizer...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Durante a leitura de seu parecer sobre o arcabouço fiscal, o relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), justificou nesta terça-feira, 20, as mudanças no texto argumentando que o Senado não tem de dizer “amém” para as propostas da Câmara dos Deputados e que manteve conversas com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator da proposta naquela Casa, deputado Claudio Cajado (PP-BA), para evitar rusgas.

“Esse é o avanço possível no momento e por isso defendemos o projeto na sua essência. Isso não quer dizer que o Senado deva apenas dizer amém ao que veio da Câmara dos Deputados, por isso as mudanças que estamos fazendo”, comentou o senador.

Aziz disse que conversou “demoradamente” com Lira e Cajado sobre o assunto “para que a corda não ficasse se esticando para um lado ou para outro e o Brasil perdesse (a oportunidade de votar a regra) e se criasse uma instabilidade em relação a isso”, disse durante a sessão.

Aziz retirou do limite de gastos o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e despesas com ciência, tecnologia e inovação.

Como o FCDF entrou na lista das exclusões, Aziz acatou emendas para manter a sistemática de atualização do fundo como é atualmente.

Ele ainda acatou a sugestão para a criação de um Comitê de Modernização Fiscal, com a participação dos ministérios da Fazenda e Planejamento, Tribunal de Contas da União e representantes da Câmara e Senado.

Regra de apuração da inflação

Após terminar a leitura de seu relatório sobre o arcabouço fiscal, Aziz disse que, se o texto encerrasse a tramitação no Senado, teria alterado a regra de apuração da inflação. “São duas Casas e a Câmara tem a última palavra nesse projeto, infelizmente. Se nós tivéssemos a última palavra, algumas questões estariam colocadas aqui como mudar o IPCA de julho a junho para dezembro a novembro”, comentou.

Aziz vinha sinalizando que gostaria de promover essa mudança no período de aferição da inflação, que influencia o crescimento de despesas.

A proposta inicial do governo considerava o período de janeiro a dezembro, mas a Câmara dos Deputados mudou para julho a junho, como está em vigor atualmente. A proposta defendida por Aziz permitiria que se usasse, na lei orçamentária, o valor oficial da inflação do ano até novembro e uma projeção para dezembro.

Tramitação

Depois de ser votado pela CAE, o texto com as alterações de Aziz ainda será analisado no Plenário do Senado e terá de retornar para a análise dos deputados.

A Câmara tem a palavra final sobre o projeto e poderá descartar as mudanças que os senadores fizerem.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN