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Southampton é o primeiro clube do Campeonato Inglês a anunciar redução salarial

Além dos jogadores e da comissão técnica, os diretores também terão cortes em parte de seus vencimentos durante os meses de abril, maio e junho. O...

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Por Agência Estado

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O Southampton se tornou o primeiro clube da primeira divisão do Campeonato Inglês a acertar um acordo com os jogadores pela redução dos salários durante o período em que a competição está paralisada em razão da pandemia do novo coronavírus.

Além dos jogadores e da comissão técnica, os diretores também terão cortes em parte de seus vencimentos durante os meses de abril, maio e junho. O clube inglês não informou a porcentagem do corte.

“A diretoria, a comissão técnica e o elenco da equipe principal concordaram em reduzir parte de seus salários pelos meses de abril, maio e junho para ajudar a proteger o futuro do clube, os funcionários que trabalham para ele e a comunidade que servimos. Nestes tempos sem precedentes, estamos lidando com muitos desafios ao nosso modelo de negócios e às operações cotidianas”, disse uma parte do comunicado divulgado no site oficial do clube.

Além disso, o Southampton afirmou que não fará uso do programa para a retenção de empregos do governo britânico durante a pandemia. Os funcionários cujos salários não foram reduzidos continuarão recebendo 100% de seus vencimentos, pagos normalmente até 30 de junho, garantiu o clube.

Sob o esquema implementado pelo governo para ajudar as empresas a sobreviverem ao período de quarentena, funcionários podem ser colocados de licença e receber 80% de seus salários, até um máximo de 2,5 mil libras (aproximadamente R$ 16,8 mil) por mês. Tottenham, Bournemouth, Newcastle e Norwich aderiram ao programa, enquanto o Liverpool chegou a anunciar que faria uso do recurso governamental, mas decidiu voltar atrás após sofrer fortes críticas.

A iniciativa do Southampton pode encorajar os outros clubes e jogadores a chegarem a um acordo pela redução salarial. Inicialmente, os atletas da elite do futebol inglês rejeitaram uma proposta das agremiações para cortar seus pagamentos em 30% durante a pandemia do coronavírus, com o sindicato dos atletas alegando que o governo perderia mais de 200 milhões de libras (mais de R$ 1,312 bilhão) em impostos.

Por outro lado, se grande parte dos jogadores da Premier League, liga organizadora do Campeonato Inglês, foi criticada por não ter aceitado a redução dos seus vencimentos, alguns ganharam apoio ao anunciarem a criação de um fundo para ajudar o sistema público de saúde britânico. Eles farão doações ao Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) para ajudar no combate à covid-19.

A Grã-Bretanha é um dos países mais afetados pela covid-19, registrando já mais de 60 mil casos e mais de 7 mil mortes.

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