AMP
Foto: Diego Cavalcante

Bebê de um ano morre em UPA após ter vaga de UTI negada por quatro vezes

A unidade, na Estrada dos Alvarenga, está com três alas fechadas para reforma, sendo que cerca de 110 dos 257 leitos foram desativados por conta dos...

Publicado em

Por Silmara Santos

Foto: Diego Cavalcante

Uma bebê de um ano e um mês morreu na manhã de ontem na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Silvina/Ferrazopólis, em São Bernardo (SP), após ter, por quatro vezes, vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) negada no HCM (Hospital de Clínicas Municipal), conforme relato dos pais.

A unidade, na Estrada dos Alvarenga, está com três alas fechadas para reforma, sendo que cerca de 110 dos 257 leitos foram desativados por conta dos serviços, dos quais 20 são de UTI, do total de 40 disponíveis.

A pequena foi a óbito às 9h20, após ter uma parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada 1h10 minutos pelos médicos, que não conseguiram reverter o quadro.

Os pais da menina acusam a equipe médica de negligência. Eles acreditam que a criança teve uma reação alérgica ao medicamento Dramin, indicado para prevenir e tratar sintomas de enjoo, tontura e vômitos.

O pai da menina explicou que a filha estava havia dois meses com problemas respiratórios, e que procurou por diversas vezes atendimento na UPA.

Segundo ele, durante as consultas, os médicos receitaram dipirona e diziam que a criança não “tinha nada”. Após leve melhora nas últimas semanas, no domingo, a criança voltou a apresentar os sintomas, e os pais retornaram com ela para a unidade de saúde.

Sem apresentar melhora, os pais retornaram à UPA com a criança, e questionaram sobre possível reação alérgica, opção que foi descartada pela médica, pois, segundo ela, a menina não apresentava ‘manchas pelo corpo’.

A família registrou BO (Boletim de Ocorrência) no 1° DP (Distrito Policial) de São Bernardo, sobre o óbito, que foi registrado como morte suspeita. O corpo da menina irá passar por autópsia para determinar a causa da morte, e caso seja identificado crime será investigado pela Polícia Civil. O corpo está no IML (Instituto Médico-Legal), e a família aguarda liberação para poder realizar o velório.

“Mataram minha filha, meu bem mais precioso na vida. Não temos forças para continuar vivendo. O que vamos fazer agora?”, desabafa o pai.

Procurada, a Prefeitura de São Bernardo não respondeu o porquê de a vaga não ter sido liberada nem se irá investigar a conduta dos médicos.

O QUE DIZ O ESPECIALISTA

O médico Enio Zyman, especialista em alergia e imunopatologia, analisou o caso da pequena Eloá, e não acredita em reação alérgica devido ao dramin.

“Este tipo de medicamento é seguro, principalmente para a idade dela. A paciente pode ter tido reação alérgica ou reação adversa a outro remédio, dipirona seria mais comum”, explica.

Zyman esclarece ainda que o paciente pode apresentar diversos sintomas devido a uma reação alérgica, não apenas manchas na pele. “Inchaço e broncoconstrição também são frequentes nesses casos”, afirma.

Fonte: Diário do Grande ABC

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X