
Justiça condena médico acusado de crimes sexuais contra 21 mulheres a 277 anos de prisão
A investigação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis (GO). ...
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Por Silmara Santos

Uma aprofundada investigação da Polícia Civil, que culminou, em 2021, na Operação Sex Fraud, e levou à prisão um médico por crimes sexuais, gerou agora a condenação criminal do autor.
A investigação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis (GO).
A juíza titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Anápolis, Lígia Nunes de Paula, condenou o médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra 21 mulheres na cidade de Anápolis.
As penas, nos dois processos, somam 277 anos, 2 meses e 19 dias de reclusão, em regime fechado.
O médico foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável, por violação sexual mediante fraude e assédio sexual em desfavor das vítimas, ao fim das investigações da Deam Anápolis.
Relembre o caso
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Anápolis, concluiu em outubro de 2022 o inquérito no qual figura como autor o médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos.
O médico foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável em desfavor de 22 vítimas. Ele também foi indiciado pelo delito de violação sexual mediante fraude em desfavor de 22 vítimas e de assédio sexual em desfavor de 9 vítimas. O indiciamento é relativo aos fatos criminosos ocorridos em Anápolis, onde o médico atendia em uma clínica.
Após diversas diligências e uma força tarefa organizada pela Polícia Civil de Goiás, que contou com trabalho de psicólogos e profissionais de saúde, foram empreendidas diversas diligências, sendo ouvidas as mais de 50 vítimas que compareceram na delegacia, bem como testemunhas e demais documentos probatórios.
O indiciado encontra-se preso preventivamente por meio de decisão do Tribunal de Justiça de Goiás que desconsiderou a decisão do juízo da 2ª vara criminal de Anápolis. Desta forma, o inquérito foi encaminhado para o Judiciário para as devidas providências e ao Ministério Público para possível denúncia.
A divulgação da imagem e identificação do preso foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme despacho fundamentado do(a) Delegado(a) de Polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicidade de sua imagem possa auxiliar no surgimento de eventuais novas vítimas, com fulcro na primazia do interesse público e da investigação.
Fonte: Polícia Civil
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