
Justiça decide que acusado de matar mulher que seguia para o trabalho vai a júri; defesa recorre
Crime ocorreu em novembro do ano passado, no distrito de Juvinópolis......
Publicado em
Por Mariana Lioto

O juiz Marcelo Carneval decidiu, no final do último mês, que o rapaz de 19 anos acusado de matar Margarida Correia Ferreira, de 48 anos, irá a júri popular.
A mulher foi assassinada no distrito de Juvinópolis, em Cascavel, em novembro do ano passado. Era madrugada quando ela seguia para o ponto de ônibus pegar a condução que a levaria para o trabalho em um frigorífico quando ela foi ferida a faca e asfixiada.
Depois do crime a polícia encontrou uma bolsa que pertenceria à vítima na casa do pai do acusado e há relatos que o jovem teria uma desavença com a mulher, devido a rumores de um relacionamento dela com o pai dele.
A pronúncia que indicou a realização do júri considerou que há indícios suficientes da autoria, incluindo o relato de testemunha que viu pessoa de porte semelhante ao do acusado saindo do local do crime. Depois da prisão, ao ser interrogado pela polícia, o rapaz teria confirmado a autoria do delito.
Depois da pronúncia, a defesa do acusado interpôs um recurso questionando a decisão do júri popular. A advogada afirma que o rapaz foi forçado a confessar sob ameaça que o pai dele seria preso se não o fizesse. Ela afirma que não foi buscada outra linha de investigação para explicar o crime.
A defesa também diz que o sangue na roupa do detido, usado a princípio como prova, era do próprio réu, conforme provou laudo de DNA. Outra alegação é que não há prova que a bolsa encontrada na casa do pai do acusado pertencia a vítima, pois dezenas de pessoas da comunidade teriam bolsa idêntica, pois trata-se de bolsa fornecida pelo frigorífico empregador.
O recurso ainda não foi julgado. O acusado segue respondendo preso ao processo.
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