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Juro no crédito livre sobe ao maior nível desde agosto de 2017; cheque especial avança a 134,0%

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 58,6% para 59,7% ao ano de março para abril – também a...

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Por Agência Estado

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Com a Selic mantida em 13,75% ao ano desde agosto de 2022, a taxa média de juros no crédito livre subiu de 44,5% ao ano em março para 45,1% ao ano em abril, informou nesta terça-feira, 30, o Banco Central. A taxa média apurada no mês passado é a maior desde agosto de 2017 (45,6%). No quarto mês de 2022, era de 37,9%.

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 58,6% para 59,7% ao ano de março para abril – também a maior taxa desde agosto de 2017 (62,3%).

Para as pessoas jurídicas, o juro médio cedeu de 24,1% para 23,9%.

Cheque especial

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 130,1% ao ano para 134,0% ao ano de março para abril. No crédito pessoal, a taxa passou de 42,2% para 43,1% ao ano.

Desde 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200.

Em janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao mês (151,82% ao ano).

Veículos

Os dados divulgados nesta terça pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 28,6% ao ano em março para 28,5% em abril.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), subiu de 31,8% ao ano em março para 32,2% ao ano em abril. No quarto mês de 2022, estava em 27,8%.

ICC

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) subiu 0,3 ponto porcentual em abril ante março, aos 22,4% ao ano. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque.

Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

Spread

O spread em operações de crédito apresentou elevação em abril. Dados divulgados nesta terça pelo Banco Central mostram que o spread bancário médio no crédito livre passou de 31,7 pontos porcentuais em março (dado revisado) para 32,7 pontos porcentuais em abril. Esse é o maior patamar desde abril de 2018 (32,9 p.p.).

O spread médio da pessoa física no crédito livre passou de 45,5 (dado revisado) para 47,8 pontos porcentuais entre os dois meses, também o maior nível desde abril de 2018 (48,1 p.p.). Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 11,7 para 11,8 pontos porcentuais.

O spread é calculado com base na diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que é efetivamente cobrado dos clientes finais (famílias e empresas) em operações de crédito.

O spread médio do crédito direcionado foi de 4,7 para 5,0 pontos porcentuais na passagem de março para abril.

Já o spread médio no crédito total (livre e direcionado) foi de 21,1 (dado revisado) para 21,9 pontos porcentuais de março para abril. Esse é o maior patamar desde abril de 2017 (22 p.p.).

Inadimplência

A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre com os bancos passou de 4,5% para 4,7% de março para abril, informou o Banco Central.

Para as pessoas físicas, a taxa de inadimplência passou de 6,0% para 6,2% de um mês para o outro. No caso das empresas, variou de 2,4% para 2,8% no período.

A inadimplência do crédito direcionado (recursos da poupança e do BNDES) passou de 1,5% para 1,6% em abril ante março.

Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência variou de 3,3% em março para 3,4% em abril.

Endividamento das famílias

Na mira do governo federal, o endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro caiu pelo quinto mês consecutivo e fechou março em 48,5%, ligeiramente abaixo do porcentual de fevereiro (48,6%).

Apesar da queda nos últimos meses, o endividamento das famílias ainda está próximo do recorde da série histórica do Banco Central, de julho do ano passado (50,1%). Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 30,7% em março, contra 30,8% no mês anterior.

Já o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu em março, para 27,7%, contra 27,4% no mês anterior. O porcentual de março fica muito próximo do maior valor da série, de setembro de 2022 (27,8%). Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda ficou em 25,6% em março, ante 25,4% em fevereiro.

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