
Pai de jovem que morreu aos 21 anos vê negligência em atendimento na UPA Veneza e cobra respostas
Daniel Vinícius Martins de Oliveira foi encaminhado por três vezes até a unidade; última foi na noite de ontem...
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Por Luiz Oliveira
A indignação de João Martins de Oliveira é a de um pai que perdeu o filho, um jovem de apenas 21 anos, de maneira repentina e que levará tempo para entender a forma como tudo o ocorreu. Daniel Vinícius Martins de Oliveira sentia fortes dores na região de tórax e, por três vezes, foi levado pelo pai até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Veneza na busca por atendimento médico. Nos dois primeiros atendimentos, Daniel foi liberado para voltar para casa, mesmo ainda sentindo-se mal. Na terceira, a família foi informada que o jovem havia falecido.
O sentimento da família é de que faltou atendimento adequado e também exames que descobrissem com brevidade as causas das dores que o rapaz sentia. Isso poderia ter salvado a vida do jovem ou, pelo menos, dado a família a chance de buscar atendimento especializado.
Ainda na quarta-feira (1º), a família levou Daniel até a UPA Veneza, quando o rapaz queixava-se de dores na região de tórax. Na UPA, o jovem foi orientado a tomar medicações para dor e febre e logo foi liberado. Entretanto, seu estado de saúde não apresentou melhora após o efeito dos remédios e novamente com fortes dores no peito, Daniel foi levado até a UPA Veneza por volta das 6h deste domingo (5), sendo liberado por volta das 13h, ainda sentindo muitas dores. Bastou cerca de duas horas em casa para que a família decidisse levá-lo por uma terceira vez até a UPA, a segunda busca pelo atendimento no mesmo dia, quando por volta das 19h30, a família foi informada que Daniel havia entrado em óbito.
Segundo a família, as informações prestadas pela unidade é de que o paciente havia falecido com suspeita de dengue. Porém hoje, ao receber o atestado de óbito, a família soube que a causa seria infarto no miocárdio.
Com sentimento de revolta, João diz que o filho não teve atendimento adequado na unidade e que exames, se tivessem sido feitos logo no primeiro atendimento, poderiam ter salvado sua vida. O pai acredita que houve negligência.
Daniel estava com 21 anos e há poucos meses serviu ao Exército Brasileiro, onde ficou por cerca de um ano. Ele não reclamava de dores no peito e não apresentava sintomas de dengue nas últimas semanas, segundo a família. As dores do peito surgiram repentinamente.
João procurou o município nesta segunda-feira e falou diretamente com o Prefeito Leonaldo Paranhos. A família aguarda por uma resposta quanto a caso e cobra ações para que nenhuma outra família tenha que passar pela mesma situação.
O velório será realizado à partir das 7h desta terça-feira (7) na Acesc Central e o sepultamento às 13h30 no cemitério Jardim da Saudade, no Bairro Guarujá.
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