
Professora de creche é acusada de sufocar aluno autista
A mãe da criança decidiu investigar o ocorrido e descobriu que o filho alegou que a “tia da escola” o teria chamado de “papagaio” e, em...
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Por Redação CGN

Uma professora de uma creche municipal na cidade de Vespasiano, interior de Minas Gerais, foi afastada de suas funções após suspeitas de agressão a um aluno autista de 5 anos. Segundo relatos, a educadora teria fechado a boca e o nariz do menino, impedindo sua respiração. O caso chocante veio à tona quando a criança, durante uma brincadeira com o pai, afirmou que poderia morrer se tivesse o nariz pego.
A mãe da criança decidiu investigar o ocorrido e descobriu que o filho alegou que a “tia da escola” o teria chamado de “papagaio” e, em seguida, tampado sua boca e nariz. Indignada, a mãe afirmou: “Meu filho não para de falar em morte. Plantaram isso na cabeça dele.”
No dia seguinte, o pai do menino foi até a creche para obter mais informações. Segundo a mãe, a professora teria admitido que havia prendido a respiração do aluno cerca de um mês atrás, quando ele estava passando por uma crise e expressando o desejo de morrer. A intenção seria mostrar a ele como a sensação de “morte” é desagradável. Após sufocá-lo, a professora ainda teria dado um beijo no rosto da criança.
O site G1 procurou a diretoria da escola, que se recusou a comentar o assunto.
“Quando meu filho está em crise e não consegue realizar alguma tarefa, ele se sente culpado e diz que quer morrer. Na escola, ele deve ter feito algo que não deu certo e disse isso. Fiquei horrorizada [com a reação da professora]. Pedro já teve problemas respiratórios no passado. Como posso aceitar que alguém tampe a boca e o nariz dele? Isso é agressão”, desabafa a mãe.
Após denunciarem o incidente, os pais compareceram à Secretaria Municipal de Educação na quinta-feira (25) para pedir a transferência do menino para outra escola. Em resposta, a Secretaria emitiu um comunicado ao site, manifestando solidariedade ao aluno supostamente agredido. A nota informa que a professora foi afastada de suas atividades e enfrentará um processo administrativo que poderá resultar em sua demissão.
A Secretaria também afirmou que se trata de um caso isolado e que a criança será autorizada a mudar de escola. Além disso, oferecerá suporte psicológico, caso os pais considerem necessário.
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