CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Voto no arcabouço teve base rebelde e oposição fiel

Os parlamentares da federação PSOL/Rede, parte da bancada situacionista, votaram em bloco contra o arcabouço fiscal. No PL, principal partido da oposição, 31 dos 99 deputados...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A votação da nova regra de controle das contas públicas, na noite de terça-feira, 23, revela a realidade de um governo com dificuldades de se entender no Congresso. O texto-base do relatório apresentado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA) foi aprovado com folga na Câmara dos Deputados (372 votos favoráveis, 108 contrários e uma abstenção), mas parte da base aliada foi contrária ao projeto.

Os parlamentares da federação PSOL/Rede, parte da bancada situacionista, votaram em bloco contra o arcabouço fiscal. No PL, principal partido da oposição, 31 dos 99 deputados foram favoráveis ao projeto. Por ser um projeto de lei complementar, o arcabouço precisava de 257 votos favoráveis (maioria absoluta) para ser aprovado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou o resultado. “O placar foi expressivo”, disse. “A Câmara dos deputados deu uma demonstração de que busca um entendimento para ajudar o Brasil a recuperar as taxas de crescimento mais expressivas. Isso também nos dá muita confiança de que a reforma tributária é a próxima tarefa a cumprir.” Segundo ele, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) deixou muito claro que pretende votar a tributária na Câmara no primeiro semestre, portanto antes do recesso.”

Como mostrou o Estadão, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso trabalham para usar a votação do arcabouço como uma amostra de que o governo é capaz de aprovar ainda neste ano a reforma tributária – que precisa de pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação. A ideia é reverter a imagem de base fraca deixada pela derrota na Câmara com os decretos do saneamento. Mesmo assim, o próprio PT, apesar de votar a favor, rachou.

Dos 68 deputados petistas (que compõem uma federação com PC do B e PV, somando 81 parlamentares), praticamente um terço da bancada do PT alegou ter votado a favor apenas por “lealdade ao presidente Lula”. Os divergentes – 22 parlamentares do PT mais Orlando Silva (PC do B-SP), relator do projeto de lei das Fake News – apresentaram uma declaração de voto em separado explicitando seu ponto de vista. O documento diz que o relatório de Cajado “agravou sobremaneira as normas de contração dos gastos públicos, limitando fortemente a capacidade do Estado de fazer justiça social e comandar um novo ciclo de desenvolvimento”. O texto foi a forma encontrada por petistas relevantes na estrutura da sigla, como o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rui Falcão (SP), para explicitar suas restrições ao projeto depois que o presidente Lula enquadrou seu partido e avisou que não admitiria dissidências na votação.

Os signatários da declaração afirmam, ainda, que, embora fiquem fora das regras de contingenciamento, o salário mínimo e o Bolsa Família “podem sofrer limitações nos anos seguintes a um exercício no qual o resultado fiscal fique abaixo da banda”.

A federação PSOL/Rede orientou seus integrantes a votar contra a proposta. Com isso, os 13 deputados do PSOL e Túlio Gadêlha, único membro da Rede na Câmara, rejeitaram o texto. Ambos têm ministérios no governo – Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança Climática) é da Rede, e Sonia Guajajara (Povos Originários) faz parte dos quadros do PSOL. Para o PSOL, o arcabouço fiscal pode prejudicar os investimentos na áreas de saúde e educação. “O Brasil precisa de investimento em áreas sociais, rejeitando a lógica neoliberal. Não aceitamos punir saúde, educação e o serviço público em nome de um ajuste fiscal”, disse Sâmia Bomfim (PSOL-SP). A sigla também havia votado contra o pedido de urgência na tramitação da proposta, na semana passada.

No PL, um em cada três parlamentares votou a favor do projeto que substitui o teto de gastos atualmente vigente para o governo federal. O resultado gerou reações de perfis bolsonaristas nas redes sociais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN