CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Gilmar Mendes defende juiz de garantias e faz duras críticas à Lava Jato

“Quando nós verificamos os episódios de Curitiba (base e origem da Lava Jato), nós sabemos que a ‘República de Curitiba’ tem porões e esqueletaços. Tudo o...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, classificou nesta quarta-feira, 24, o julgamento sobre a figura do juiz de garantias como a ‘única forma de organizar fuga para frente decente do Judiciário’. O apelo foi fundamentado com citação à Operação Lava Jato, que vive mais um capítulo de crise.

“Quando nós verificamos os episódios de Curitiba (base e origem da Lava Jato), nós sabemos que a ‘República de Curitiba’ tem porões e esqueletaços. Tudo o que se sabe é ruim”, afirmou o ministro na abertura da sessão plenária do Supremo.

O decano ressaltou que o jeito de ‘evitar parcerias e sociedades’ entre promotores e juízes é por meio do juiz de garantias. O modelo estabelece que magistrados diferentes fiquem responsáveis pelos principais momentos de processos criminais: um juiz cuida da investigação e outro do julgamento do caso.

A ponderação se deu após um representante das associações de magistrados autoras da ação pedir que o julgamento sobre o juiz de garantias tivesse início imediatamente, no plenário virtual da Corte. O advogado argumentou que assim as sustentações orais do caso não tomariam grande parte da sessão do STF.

A discussão sobre a figura do juiz de garantias consta na pauta do Supremo desta quarta-feira, 22, mas a ministra Rosa Weber já indicou que não vai chamar o julgamento em razão dos ‘muitos debates’ a serem feitos pelo STF nesta tarde.

A prioridade dos magistrados hoje é terminar o julgamento da ação penal em que o ex-presidente Fernando Collor de Mello é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já há maioria formada para sentenciar o ex-senador pelos dois primeiros crimes.

O julgamento de Collor na esteira da Lava Jato e a ponderação de Gilmar sobre os métodos da Operação se dão em meio à mais recente crise na Justiça Federal do Paraná, onde está a base da investigação.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu na segunda-feira, 22, afastar o juiz Eduardo Appio da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, onde tramitam os processos remanescentes da Lava Jato.

Segundo o TRF-4, há indícios de que o magistrado, crítico da antiga força-tarefa da Operação, teria feito ‘ameaça’ ao filho do desembargador Marcelo Malucelli, advogado que é sócio do ex-juiz e senador Sergio Moro em um escritório em Curitiba.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN