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Kalinina bate a russa Kudermetova, dedica vitória à Ucrânia e decide WTA de Roma com Rybakina

O duelo entre Kalinina e Kudermetova foi permeado pela tensão política decorrente da invasão da Rússia à Ucrânia. A ucraniana não cumprimentou a adversária ao fim...

Publicado em

Por Agência Estado

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Tenista de ranking mais baixo entre as semifinalistas do WTA de Roma, a ucraniana Anhelina Kalinina alcançou a primeira final de nível 1000 de sua carreira nesta sexta-feira, ao bater a russa Veronika Kudermetova por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 5/7 e 6/2. Algoz da brasileira Beatriz Haddad Maia, a quem eliminou nas quartas de final, Kalinina vai decidir o título em duelo com Elena Rybakina, que bateu a letã Jelena Ostapenko, também nesta sexta, após contar com um abandono da número 1 do mundo Iga Swiatek nas quartas.

O duelo entre Kalinina e Kudermetova foi permeado pela tensão política decorrente da invasão da Rússia à Ucrânia. A ucraniana não cumprimentou a adversária ao fim da partida. “Não apertamos as mãos porque Kudermetova é russa, não é nada pessoal, mas a Rússia é o país que atacou a Ucrânia. Isso é esporte, eu entendo, mas é uma decisão política”, afirmou.

Neta de avós que tiveram de fugir da cidade de Nova Kakhovka por causa de ataques russos, Kalinina dedicou a vitória à sua nação. “É muito importante vencer cada partida por causa do que a Ucrânia vem passando. Eu espero que eu tenha levado uma pequena luz, talvez alguma emoção positiva ao meu país. Eu realmente espero que a Ucrânia possa apreciar um pouco este momento”, disse.

Já Kudermetova, que compete como atleta neutra diante da proibição da exibição de símbolos russos em competições internacionais, não se aprofundou sobre a relação dos dois países após a derrota. “Nós estamos aqui e nós amamos o que fazemos aqui. Não importa de qual país você é. Nós somos atletas e é isso. Nós estamos aqui para jogar tênis”, afirmou.

Dona da 47ª posição do ranking da WTA e com um salto até pelo menos o 25º lugar já garantido, Kalinina joga a final com Elena Rybakina, número 6 do mundo, no sábado. A adversária é nascida na Rússia, mas representa o Casaquistão desde 2018. Independentemente da nacionalidade de cada uma, as duas tenistas têm boa relação, pois se conhecem pela convivência com Stefano Vukov, que é treinador de Rybakina e já trabalhou com Kalinina.

“Sempre gosto de torcer por ela. O mesmo acontece sempre que eu ganho, ela sempre está me apoiando. Temos um bom relacionamento. Estou feliz que vamos jogar a final”, disse Rybakina depois de vencer Jelena Ostapenko por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4, já pensando na final contra a amiga.

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