CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Carteira de identidade não indicará sexo nem distinção entre nome social e de registro

As mudanças foram determinadas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Público a pedido do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Elas têm o...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que começou a ser emitido em 2022 e deve se tornar o principal identificador dos brasileiros, não vai mais ter o campo referente ao sexo e terá apenas um campo para nome, sem distinção entre nome de registro civil e nome social. Na versão atual, existe um campo para o nome com que a pessoa foi registrada e outro para aquele que ela usa.

As mudanças foram determinadas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Público a pedido do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Elas têm o objetivo de promover o respeito às pessoas gays, lésbicas e correlatas.

O decreto que vai oficializar a mudança deve ser publicado no final de junho e, a partir de sua publicação, todos os novos documentos já serão emitidos segundo o novo modelo. O nome será aquele que a pessoa declarar no ato da emissão do documento.

A CIN não tem um número próprio – ela identifica a pessoa pelo número do CPF – e já pode ser emitida em 12 Estados brasileiros: Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As outras 18 unidades da federação têm até 6 de novembro para se adaptarem e passarem a emitir o novo modelo da carteira de identidade. Para a emissão, a população deve procurar a Secretaria de Segurança Pública do Estado onde deseja ser atendido.

A nova identidade reduz a probabilidade de fraudes, já que antes era possível que a mesma pessoa tivesse 27 RGs diferentes – um por unidade da federação. Com a CIN, o cidadão passa a ter um número de identificação apenas, o do CPF. A nova carteira contém ainda um QR Code, que permite confirmar a autenticidade do documento e saber se foi furtado ou extraviado, por meio de qualquer smartphone. O documento tem ainda com um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo utilizado em passaportes, que o torna um documento de viagem.

A CIN é emitida nos modelos em papel e policarbonato (plástico), além do formato digital, que fica disponível no aplicativo Gov.br. Segundo o Ministério da Gestão, até abril deste ano foram emitidas mais de 460 mil CINs físicas e mais de 330 mil foram baixadas no aplicativo Gov.br.

Quando o modelo atual foi instituído, entidades de direitos dos homossexuais e o Ministério Público Federal (MPF) questionaram. O uso do nome de registro antes do nome social “configura flagrante violação do direito à autoidentificação da pessoa trans” e abre “perigoso precedente para a exposição vexatória de um nome que não representa a pessoa que se deseja identificar”, registrou o MPF.

A mudança visa eliminar essas circunstâncias. “Teremos um documento inclusivo. Pretendemos que esse seja um instrumento que permita a reconstrução da relação de cidadania entre o Estado e o cidadão, que a gente saiba com quem está falando e que essa pessoa possa exigir do Estado seus direitos e cumprir seus deveres, além de ser reconhecido como uma pessoa”, afirmou o secretário de Governo Digital, Rogério Souza Mascarenhas.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN