CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Livraria Cultura: Justiça nega recurso e mantém falência

“O crédito trabalhista não foi quitado na integralidade; a agravante chegou a celebrar acordo com 8 trabalhadores, mas que ainda não foram homologados pelo juízo; é...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A Justiça negou o recurso e manteve a decisão de falência da Livraria Cultura. No processo, o motivo apontado para a decisão foi “descumprimento generalizado do plano de recuperação”. A massa falida será administrada pela Laspro Consultores.

“O crédito trabalhista não foi quitado na integralidade; a agravante chegou a celebrar acordo com 8 trabalhadores, mas que ainda não foram homologados pelo juízo; é questionável a legitimidade desses acordos trabalhistas; integralmente suas obrigações, remanescendo o inadimplemento de R$171.146,40”, de acordo com a decisão judicial.

No documento, o administrador judicial diz ainda que a empresa deve R$ 2 milhões ao Banco Do Brasil. A decisão diz que a Livraria Cultura tem dívida de R$ 1,67 milhão e não há qualquer perspectiva quanto à possibilidade de pagamento.

Em fevereiro, a Livraria Cultura teve a falência decretada e suspensa em um intervalo de uma semana. À época, o juiz Ralpho Waldo de Barros Monteiro Filho alegou como motivo da falência o descumprimento do plano de recuperação judicial. A unidade do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, única na cidade, começou a esvaziar as prateleiras para devolver livros e outros produtos para as editoras e fornecedores.

Segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, a Livraria Cultura dava sinais de que não conseguiria honrar os pagamentos previstos no plano de recuperação judicial desde 2019. A empresa apontou a queda de vendas de livros e a crise econômica brasileira desde 2014 como os motivos que selaram seu destino. No pedido de recuperação judicial, a empresa declarou ter R$ 285,4 milhões em dívidas.

Após a decisão de falência, a companhia terá dois dias para identificar e avaliar seus bens. Podem ser vendidos imóveis, estoque e até sua marca.

Procurada, a Livraria Cultura não retornou o contato da reportagem.

Há salvação?

Na visão de Adriana Conrado Zamponi, sócia de Wald, Antunes, Vita e Blattner Advogados, o caso da Livraria Cultura tem poucas chances de ser revertido, uma vez que as violações do acordo de recuperação judicial foram frequentes. A inadimplência de passivos trabalhistas, por exemplo, é considerada uma violação grave do plano.

“Existem recursos que podem levar o caso ao STJ e ao STF. Mas têm requisitos que estreitam a via de chegar até lá, como não poder se reexaminar fatos e sim só questões que tratem de violação de lei federal. Por isso, a chance de reverter é pequena”, diz Adriana.

Para Aracy Barbara, sócia do VBD Advogados, a decisão de manter a falência da livraria, apesar de dura, é legalmente correta. “Não há como festejar uma decretação de falência: ela equivale à sentença de morte para a pessoa jurídica. Muito menos, em um caso como este, em que a Livraria Cultura fez parte da história de muitos brasileiros. Mas o fato é que as decisões de quebra têm como base critérios objetivos e legais. Neste caso, a confirmação da sentença em primeiro grau, apenas reforçou esse entendimento”, afirma Aracy.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN