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IGP-DI de abril cai 1,01%, ante queda de 0,34% em março, afirma FGV

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 1,26% no ano. Em 12 meses, houve recuo de 2,57%....

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Por Agência Estado

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O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 1,01% em abril, após uma redução de 0,34% em março, divulgou nesta segunda-feira, 8, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O declínio superou a mediana negativa de 0,99% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de deflação de 1,30% a recuo de 0,62%.

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 1,26% no ano. Em 12 meses, houve recuo de 2,57%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve redução de 1,56% em abril, ante uma queda de 0,71% em março. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, subiu 0,50% em abril, após alta de 0,74% em março. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, teve elevação de 0,14% em abril, depois da alta de 0,30% em março.

O período de coleta de preços para o índice de abril foi do dia 1º ao dia 30 do mês.

As quedas nos preços da passagem aérea (-3,67%) e da gasolina (-0,38%) deram as principais contribuições para a desaceleração da inflação no varejo medida pelo IGP-DI de abril.

Dentro do IPC-DI, duas das oito classes de despesa registraram decréscimo nas taxas de variação: Transportes (de 2,82% em março para 0,19% em abril) e Habitação (de 0,94% para 0,48%). As principais contribuições partiram dos itens: gasolina (de 8,66% para -0,38%) e tarifa de eletricidade residencial (de 3,30% para 0,30%).

Na direção oposta, as taxas foram mais elevadas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de -1,90% para -0,62%), Alimentação (de 0,15% para 0,67%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,96% para 1,51%), Vestuário (de 0,11% para 0,52%), Comunicação (de 0,30% para 0,60%) e Despesas Diversas (de 0,16% para 0,20%). As maiores influências partiram dos itens: passagem aérea (de -9,75% para -3,67%), hortaliças e legumes (de -1,83% para 3,41%), medicamentos em geral (de 0,33% para 3,23%), calçados (de -0,12% para 1,13%), tarifa de telefone móvel (de 0,81% para 1,60%) e tarifa postal (de 0,18% para 3,34%).

O núcleo do IPC-DI passou de alta de 0,27% em março para elevação de 0,35% em abril. Dos 85 itens componentes do IPC, 27 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 61,94% em março para 69,68% em abril.

Construção

A estabilidade nos custos da mão de obra desacelerou a inflação do setor no IGP-DI. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) passou de um avanço de 0,30% em março para uma elevação de 0,14% em abril.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 0,12% em março para uma alta de 0,28% em abril. O custo dos Materiais e Equipamentos passou de uma redução de 0,07% para elevação de 0,28% no mês passado, enquanto os Serviços saíram de alta de 1,04% para aumento de 0,30%.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de aumento de 0,49% em março para estabilidade em abril (0,00%).

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