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Diniz exalta estilo participativo e vê Daniel Alves como melhor lateral do mundo

Daniel Alves vinha adotando um posicionamento parecido ao de um volante, ainda que com bastante liberdade para atacar. Já com Cuca, o antecessor de Diniz, jogava...

Publicado em

Por Agência Estado

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Até a pausa das competições em função do surto de coronavírus, Daniel Alves era um dos destaques do São Paulo. A razão para isso, na visão do técnico Fernando Diniz, foi encontrar o posicionamento ideal para o jogador. O treinador explicou que teve conversas com o jogador e chegou a um entendimento para que ele atuasse no meio-de-campo, sendo mais participativo. Exaltou, assim, o dinamismo do polivalente atleta.

Daniel Alves vinha adotando um posicionamento parecido ao de um volante, ainda que com bastante liberdade para atacar. Já com Cuca, o antecessor de Diniz, jogava como lateral-direito, a sua posição de origem, ou como um meia.

“Gosto do Daniel há muito tempo. Sempre me impressionou pela capacidade de se refazer dentro do jogo. É um cara que nunca desiste, muito dinâmico e gosta muito de ter a bola. Ele tem técnica, inteligência, coragem e personalidade para jogar futebol. Eu, ele e o time achamos juntos o melhor posicionamento para cada jogador, e para ele de maneira especial. Um cara que tem o volume de ações que ele tem, com personalidade e criatividade, esse jogador tem que pegar na bola o maior número de vezes possível”, explicou Diniz, em entrevista à ESPN Brasil.

Para a seleção brasileira, porém, Daniel Alves continua sendo convocado para jogar como lateral-direito. E o treinador são-paulino garante dar razão a Tite, pois vê o seu comandado como o melhor jogador da posição no mundo.

“No São Paulo, ele se achou. Está fazendo um ano maravilhoso. Ele consegue melhorar os jogadores ao lado dele. Concordo com o Tite, para mim ele ainda é o melhor lateral-direito do mundo”, afirmou.

Diniz também aproveitou a entrevista para fazer uma reflexão sobre o atual momento do mundo, praticamente “paralisado” por causa do coronavírus. Ele espera que a sociedade mude e se torne melhor ao fim da crise. Ele espera uma distribuição mais igualitária das riquezas e torce para as pessoas se tornarem menos individualistas.

“Espero que a sociedade, não só do Brasil, mas mundial, perceba que o mundo é cada vez mais uma ilha. Todas as pessoas precisam umas das outras. Essa desigualdade social no mundo não tem razão de ser. Podemos distribuir melhor a riqueza do mundo. O mundo produz muita riqueza, mas quanto mais riqueza a gente produz, maior fica a desigualdade. A sociedade tem de repensar e procurar diminuir a desigualdade. No fundo, temos de viver cada vez mais em comunidade e se respeitando. É tentar viver de uma maneira mais equilibrada”, disse.

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