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MPPR denuncia três pessoas pelos crimes de tortura e cárcere privado supostamente cometidos em clínica de reabilitação em Pontal do Paraná

De acordo com a denúncia, os investigados mantiveram por mais de 15 dias, durante o último mês de abril, pelo menos seis pessoas em condições de......

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Por CGN 1

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O Ministério Público do Paraná denunciou três homens pelos crimes de associação criminosa, cárcere privado, tortura, redução a condição análoga à escravidão e retenção de documentos pessoais supostamente praticados contra abrigados em clínica terapêutica no balneário Pontal do Sul, em Pontal do Paraná (Litoral do estado). Entre os réus, está um sócio-proprietário do estabelecimento – que seria dedicado, a princípio, ao tratamento de dependentes químicos. A denúncia foi oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná nesta terça-feira, 2 de maio, e tramita na Vara Criminal da Comarca.

De acordo com a denúncia, os investigados mantiveram por mais de 15 dias, durante o último mês de abril, pelo menos seis pessoas em condições de grave sofrimento físico e moral. Há notícias também de vítimas adolescentes e idosos. Conforme as investigações, os réus submetiam as vítimas a agressões, privações de alimentação e higiene como aplicação de castigo por supostas desobediências. Os internos apanhavam, tinham as mãos e pernas amarradas e eram submetidos a banho gelado e agressões físicas, como forma de castigo por tentativas de fuga do local, por tentarem comunicar a situação a familiares, dentre outros motivos. Além disso, eram obrigados a realizar serviços de limpeza e higiene das dependências da clínica, inclusive de necessidades fisiológicas feitas nos quartos e corredores por outras vítimas, além de terem seus documentos pessoais retidos pelos denunciados.

As investigações sobre o caso, conduzidas pela Polícia Civil, tiveram início após relatos de ex-internos da unidade de tratamento ao serviço social municipal e à guarda municipal. Os réus estão presos preventivamente desde o dia 17 de abril. As apurações prosseguem e, em caso de identificação de novas vítimas e outras pessoas envolvidas como responsáveis pelas agressões, novas denúncias poderão ser oferecidas.

Processo número 0001257-54.2023.8.16.0189

[email protected]

Fonte: MPPR

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