CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

CPI dos Fundos de Pensão: Kassio arquiva inquérito sobre propina de R$ 9 mi a deputado

Relator da comissão parlamentar, o emedebista foi acusado de cobrar e receber R$ 9 milhões para não convocar os executivos na CPI. O gabinete do deputado...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar o inquérito que apurava se o deputado Sergio Souza (MDB-PR) recebeu propinas para blindar os ex-presidentes do Postalis, Antônio Carlos Conquista, e da Petros, Wagner Pinheiro, na CPI dos Fundos de Pensão.

Relator da comissão parlamentar, o emedebista foi acusado de cobrar e receber R$ 9 milhões para não convocar os executivos na CPI. O gabinete do deputado chegou a ser alvo de buscas da Polícia Federal no inquérito.

A investigação foi aberta em maio de 2018 a partir da delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro. O caso corre em segredo de justiça.

O pedido de arquivamento partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão afirma não ter encontrado elementos que comprovem as acusações do delator e justifiquem a abertura de uma ação penal.

“Após a realização de diversas diligências investigativas, não se obteve êxito na produção de lastro probatório apto à deflagração de ação penal efetiva e com perspectiva de responsabilização criminal dos investigados, ante a ausência de confirmação plena dos fatos relatados pelo colaborador”, diz um trecho da manifestação da PGR.

Além do deputado, o arquivamento também beneficia o advogado Marcos Joaquim, o assessor parlamentar Luciano Sato e o ex-assessor Marcos Stamm, os ex-presidentes do Postalis e da Petros e operador financeiro Milton Lyra, que também eram investigados.

O que sobrou da investigação vai para a primeira instância. O inquérito segue apenas em relação aos supostos operadores de propinas, que não têm prerrogativa de foro. Nunes Marques determinou o envio para a Justiça Federal do Distrito Federal porque a PGR defendeu que outras confissões feitas ao longo da apuração precisam ser aprofundadas.

“Não se pode deixar de levar em consideração os depoimentos do próprio colaborador e dos operadores financeiros ouvidos neste inquérito confirmando a existência de pagamentos espúrios solicitados por Lúcio Funaro e supostamente disponibilizados por Arthur Machado”, argumentou a Procuradoria.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN