CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

EUA: continuaremos a responder com aliados a práticas econômicas injustas da China, diz Yellen

Yellen diz que as duas potências “precisam ser capazes de discutir com franqueza questões difíceis” e “devem trabalhar juntas, quando possível, para o benefício de nossos...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, defende a cooperação e uma relação “construtiva e justa” com a China, mas também diz que o governo americano “continuará a responder” com seus aliados a “práticas econômicas injustas” de Pequim. As declarações fazem parte de um discurso que a autoridade americana realiza nesta quinta-feira, 20, e que teve vários trechos divulgados pelo Departamento do Tesouro.

Yellen diz que as duas potências “precisam ser capazes de discutir com franqueza questões difíceis” e “devem trabalhar juntas, quando possível, para o benefício de nossos países e do mundo”.

A secretária do Tesouro diz que a “abordagem econômica” dos EUA com relação à China “tem três objetivos principais. O primeiro é garantir os interesses de segurança nacional dos EUA e de seus aliados e parceiros, e proteger os direitos humanos. Ela diz que os americanos não pretendem usar esses instrumentos para garantir sua segurança e seus valores como instrumentos para ganhar vantagem econômica competitiva.

O segundo objetivo é buscar uma “relação econômica saudável”, que “fomente o crescimento e a inovação nos dois países”. Segundo ela, isso só é possível se a concorrência for “justa”. “Nós continuaremos a nos unir a nossos aliados para responder a práticas econômicas injustas da China”, ressalta.

Já o terceiro objetivo é cooperar com a China em questões globais urgentes. Ela menciona contatos entre os presidentes com foco em macroeconomia e cooperação em questões como mudanças climáticas e problemas de dívida em algumas nações. “Porém mais precisa ser feito” nesta frente, argumenta.

Yellen ainda destaca que os EUA têm deixado claro que pretendem “salvaguardar certas tecnologias” dos militares e do aparato de segurança da China. Segundo ela, a intenção aqui tampouco é garantir vantagens econômicas ou atrapalhar a modernização econômica e tecnológica da China. Mas ela também nota que “essas políticas podem ter impactos econômicos”.

Segundo ela, é possível que as companhias de EUA e China concorram, as economias cresçam e os padrões de vida também, em ambiente de mais inovações. “Um princípio básico da economia é que competição sustentada e repetida pode levar a melhora mútua”, ressalta. Mas essa “competição saudável é sustentável apenas se for justa para os dois lados”, adverte.

Yellen diz que a China tem usado há tempos apoio do governo para ajudar suas empresas a ganhar fatia de mercado, “às custas de concorrentes estrangeiros”. Nos últimos anos, sua política industrial tem se mostrado mais “ambiciosa e complexa”, avalia, com mais apoio a empresas estatais e domésticas “para dominar competidores estrangeiros”. Isso se soma a “esforços agressivos” para adquirir novas tecnologias, incluindo “meios ilícitos”, diz.

De qualquer modo, Yellen ressalta a importância do diálogo econômico e da cooperação em grandes questões globais, “sejam quais fores nossas outras discordâncias”.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN