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Taxas curtas caem com IGP-DI e longas ficam de lado com exterior e agenda da semana

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,21%, de 13,25% no ajuste de quinta-feira, e a do DI para...

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Por Agência Estado

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Numa sessão de oscilações limitadas e baixa liquidez, os juros futuros de curto prazo terminaram o dia em queda, enquanto os longos ficaram perto da estabilidade. O IGP-DI de março abaixo do estimado, somado a mais uma pesquisa Focus apontando relativa estabilidade nas medianas de inflação, influenciou as taxas até o miolo da curva e as longas estiveram à deriva, atreladas ao ambiente externo. Chegaram a subir na primeira parte da sessão, mas zeraram a alta, acompanhando a desaceleração do avanço dos yields dos Treasuries e do dólar. A pouca inspiração para os negócios teve como pano de fundo a cautela com a agenda da semana, com destaque para o IPCA amanhã e, na quarta-feira, inflação nos Estados Unidos e ata do Federal Reserve.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,21%, de 13,25% no ajuste de quinta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 12,03% para 11,97%. A do DI para janeiro de 2027 fechou em 11,97%, de 11,98%, e a do DI para janeiro de 2029 em 12,38%, de 12,36%.

Com o desempenho das taxas hoje, a curva teve ganho de inclinação, na contramão do “flattening” visto no fim da semana passada, marcada pela percepção de que o fim do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos estava próximo. Mas os dados do payroll que saíram na sexta-feira, quando os mercados estavam fechados, não autorizaram otimismo sobre a manutenção dos juros por lá, elevando as apostas de alta de 25 pontos-base em maio, antes do índice de inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, em inglês) e da ata do Fed. A curva dos Treasuries teve abertura moderada e o dólar ganhou força, impondo um viés de alta aos DIs longos em boa parte da sessão.

O desenho da curva também reflete as reservas quanto ao cenário fiscal. O bônus da apresentação do arcabouço para os ativos parece ter se esgotado e agora a proposta precisa avançar para gerar uma nova leva de alívio nos prêmios. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o texto não terá alteração, está em fase de trabalho de redação e deve ser enviado até sexta-feira ao Congresso.

Nos DIs curtos, a dinâmica foi ditada pela agenda local. “O IGP-DI abaixo do piso ajuda a reduzir as taxas curtas, além da relativa estabilidade das medianas de IPCA na pesquisa Focus”, comentou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. A deflação de 0,34% do índice em março foi maior do que apontava o piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de 0,26%. Em fevereiro, havia mostrado variação de +0,04%. Ainda que puxado pelos preços do atacado – o IPA caiu 0,71% e o IPC subiu 0,74% -, o IGP-DI favoreceu o clima de espera pelo IPCA amanhã.

A mediana das estimativas para o IPCA de março é de 0,77%, o que representaria um arrefecimento ante fevereiro (0,84%). No acumulado em 12 meses, o índice deve ficar em 4,71% (mediana), o que representaria forte alívio ante os 5,60% em fevereiro.

No Boletim Focus, as mediana de IPCA de curto prazo oscilaram marginalmente, com a de 2023 passando de 5,96% para 5,98% e a de 2024, de 4,13% para 4,14%. As de longo prazo, às quais o BC têm chamado a atenção, permaneceram em 4%, tanto para 2025 quanto para 2026. As medianas para a Selic seguiram em 12,75% (fim de 2023) e 10,00% (fim de 2024).

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