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Imagem referente a Percurso pelo Centro de Curitiba homenageia mulheres que marcaram a história
Escola de Turismo promove o primeiro Walking Tour Mulher, em comemoração aos 330 anos de Curitiba, percorrendo diversos pontos do centro da cidade. Curitiba, 16/03/2023. Foto: José Fernando Ogura/SMCS.

Percurso pelo Centro de Curitiba homenageia mulheres que marcaram a história

Pesquisadores do Brasil e da Europa participam do Encontro de Observação de Borboletas em Curitiba O percurso privilegiou espaços que têm conexão direta com......

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Por CGN

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Imagem referente a Percurso pelo Centro de Curitiba homenageia mulheres que marcaram a história
Escola de Turismo promove o primeiro Walking Tour Mulher, em comemoração aos 330 anos de Curitiba, percorrendo diversos pontos do centro da cidade. Curitiba, 16/03/2023. Foto: José Fernando Ogura/SMCS.

Esta quinta-feira (16/3) foi dia do 1º Walking Tour Mulher, uma comemoração pelos 330 anos da cidade e o Mês da Mulher. A iniciativa promovida pela Escola de Turismo de Curitiba e direcionada a profissionais do setor faz parte das atividades programadas para celebrar o aniversário da capital paranaense e, em especial, o papel das mulheres nessa trajetória. 

  • Pesquisadores do Brasil e da Europa participam do Encontro de Observação de Borboletas em Curitiba

O percurso privilegiou espaços que têm conexão direta com essas figuras marcantes. A ação busca reconhecer e valorizar o legado dessas mulheres, muitas vezes esquecidas ou pouco conhecidas pelo grande público.

“A ideia é proporcionar uma experiência enriquecedora e educativa, além de lembrar a importância da figura feminina na sociedade. É uma homenagem a todas as mulheres que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento de Curitiba”, declarou Grécia Correa, coordenadora da Escola de Turismo de Curitiba.

O passeio foi conduzido pela guia de turismo Paula Patrícia Torres, que preparou o tour com mais de dez pontos de visita e conteúdo histórico.

“É necessário reviver essas histórias e tirar a invisibilidade das mulheres. Em sua época, elas foram escondidas pela sociedade e agora precisamos dar o protagonismo merecido”, revela Paula.

Rafaela Antunes foi uma das 25 pessoas que se inscreveu para participar do tour. A guia de turismo atende a diversos públicos e se dedica ao turismo pedagógico. “É sempre enriquecedor se aprofundar nas histórias da cidade e das personagens que aqui viveram”, comenta.

Descentralizando o turismo

O Walking Tour deve ganhar outras dez edições ao longo do ano, cada uma com um tema específico. Segundo a coordenadora da Escola de Turismo os passeios vão percorrer todas as regionais da cidade, levando pertencimento para as comunidades.

Walking Tour Mulher

Paço da Liberdade: a guia fala sobre a dona Curitiba, a única imagem que representa a cidade. A escultura instalada na fachada do Paço da Liberdade revela uma mulher de seios desnudos segurando uma tocha. A figura simbólica retrata a liberdade, a Deusa da Liberdade, como também é conhecida.

Escultura de Erbo Stenzel: no local é contada a história de Emerenciana (Anita) Cardoso Neves, que faria 105 anos dia 14 de março de 2023. A escultura Água pro Morro (1944), localizada na Praça José Borges de Macedo, é uma homenagem à artista e conhecida por Maria lata d’Água.

Rua XV de Novembro: antiga Rua da Imperatriz e conhecida também como Rua das Flores. No local é falado sobre a história da Imperatriz e fatos históricos que trouxeram a mudança do nome da rua.

Associação Comercial do Paraná: em frente ao busto do Barão do Serro Azul é contada a história da Baronesa do Serro Azul, Maria José Corrêia, sua representatividade na maçonaria e a tentativa de continuar com os negócios do marido.

Calçamento na Rua XV: reflexão sobre a mulher Indígena e tudo que estas mulheres tiveram que abrir mão quando houve a ocupação do território por uma outra cultura (missões jesuítas, estupros, escravidão, aceitação da catequização por proteção).

UFPR: em frente ao prédio histórico, são abordadas as histórias de mulheres que se destacaram na instituição, como Maria Falce Macedo (1897-1972), a primeira a se matricular no curso de Medicina e a primeira a ocupar uma cátedra universitária no Brasil; Zilda Arns, que também estudou Medicina na UFPR e criou a Pastoral do Menor; e Enedina Alves Marques, a primeira mulher a se formar como engenheira no Paraná e que era negra.

Busto de Júlia Wanderley Petrich (1874-1918): a fotografia era um dos interesses de Júlia, que chegou a registrar fatos históricos, como a passagem de Santos Dumont pela capital. Ela ainda foi a primeira normalista/professora do Paraná. 

Busto de Lala Schneider: a trajetória da atriz, seus prêmios e reconhecimento nacional foram lembrados durante o percurso.

Mural do Poty Lazzarotto no Teatro Guaíra: ressalta a importância política e apoio na carreira de Poty por sua mãe, dona Júlia. Ela costumava promover encontros políticos e servir risoto. O prato caiu no gosto das pessoas, tornando-a precursora da culinária italiana na cidade. Em um desses encontros o governador Manoel Ribas viu os desenhos de Poty e, reconhecendo o talento do jovem, lhe concedeu uma bolsa de estudos.

Galeria Guimarães: aborda a rotina de mulheres que participaram do ciclo do Mate no Paraná. A guia destaca a história de Maria Clara Correia e Rosa Narcisa, que foram casadas com o Visconde de Nacar.

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