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Homem contratado para assassinar alvo erra e atinge bebê de 7 meses

A tentativa de assassinato foi encomendada por um valor de R$ 15 mil. O acusado veio do Rio Grande do Sul para realizar o crime, que...

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Por Redação CGN

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O julgamento do homem contratado para cometer um assassinato em Chapecó, Santa Catarina, chocou a todos os presentes no Tribunal do Júri. Ele foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio mediante erro na execução. O motivo? Ele errou o alvo e atingiu um bebê de apenas sete meses de idade, que estava no colo do pai em frente à sua residência.

A tentativa de assassinato foi encomendada por um valor de R$ 15 mil. O acusado veio do Rio Grande do Sul para realizar o crime, que tinha como alvo o motorista de um carro que passava pela rua. O contratante dirigia o veículo e levava o atirador na carona. Segundo a denúncia, o mandante do crime queria se vingar de um homem que se relacionava com uma mulher que ele havia se envolvido no passado e pretendia reatar o relacionamento. O acusado acreditava que o motorista alvo dos disparos era o motivo de a mulher não aceitá-lo de volta.

Infelizmente, o bebê acabou sendo atingido por engano. Os tiros disparados pelo assassino acertaram o lado esquerdo do peito da criança, que foi socorrida a tempo e levada ao hospital, onde sobreviveu. Os jurados reconheceram as qualificadoras de crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa e pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante o julgamento, no entanto, um fato chamou a atenção. Além do executor, havia também o mandante do crime sentado no banco dos réus. Após a oitiva de três testemunhas arroladas por um dos réus, o promotor de justiça interrompeu os trabalhos para solicitar exame de insanidade mental do suposto autor intelectual da tentativa de homicídio. O juiz Jeferson Osvaldo Vieira, que presidia os trabalhos, acolheu o pedido e determinou a cisão do processo, com o retorno deste réu ao presídio.

O acusado, que já estava preso desde o dia dos fatos, foi condenado a uma pena de 16 anos em regime fechado. Enquanto isso, o mandante do crime aguarda a realização do exame de insanidade mental para que seu processo possa seguir adiante.

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