CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Juiz destaca frieza e crueldade em condenação de ex-prefeito por homicídio de advogado
fonte: Ilustrativa/Pixabay

Juiz destaca frieza e crueldade em condenação de ex-prefeito por homicídio de advogado

Família da vítima receberá indenização por danos morais após morte brutal de advogado...

Publicado em

Por Redação CGN

Publicidade
Imagem referente a Juiz destaca frieza e crueldade em condenação de ex-prefeito por homicídio de advogado
fonte: Ilustrativa/Pixabay

Um crime bárbaro chocou a cidade de Guaraciaba, no Extremo Oeste, em agosto de 2018. Joacir Montagna, um advogado com anos de experiência na região, foi brutalmente assassinado. Após quatro dias de julgamento, o ex-prefeito do município, apontado como o mandante do crime, foi condenado à pena de 30 anos de reclusão em regime inicial fechado. A notícia foi lida pelo juiz Márcio Luiz Cristofoli, da Vara Criminal da comarca de São Miguel do Oeste, nesta quinta-feira (9/3).

Mandante do crime teve seis condenações anteriores e culpa elevadíssima

O juiz levou em conta as seis condenações anteriores do mandante do crime para chegar à sentença. Em suas palavras, “a culpabilidade, como grau de reprovabilidade da conduta, é elevadíssima, considerando que a ação homicida foi ordenada pelo acusado e executada com frieza e crueldade”. Segundo ele, a ordem de execução foi emitida mesmo com o mandante estando preso, o que demonstra uma culpabilidade acima da média.

Família da vítima recebe indenização por danos morais

Além da condenação do mandante do crime, a sentença determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil à esposa e ao filho adolescente da vítima. O juiz ressaltou que a morte de Joacir Montagna demanda maior reprovabilidade e, por isso, justifica maior valoração da indenização por dano moral.

Esposa do ex-prefeito e outro réu são absolvidos

A esposa do ex-prefeito, que é ex-vereadora do mesmo município, e o outro réu – que foi contratado pela ré para organizar a execução do crime, segundo a denúncia – foram absolvidos. Os três ainda foram isentados de punição pelo crime de associação criminosa.

Crime foi motivado por possível acordo em ação judicial

Segundo a denúncia, um casal contratou um homem para providenciar a morte do advogado. Esse contratado acionou o atirador, que por sua vez chamou dois irmãos e um tio para participar do crime. A intenção era facilitar as tratativas de um possível acordo em uma ação de cumprimento de sentença, em que a vítima atuava como advogado da parte contrária e não atendia aos desejos e propostas da família processada para o desfecho da ação judicial.

Justiça é feita após longo processo

O julgamento deste caso começou em julho de 2019 e finalmente chegou ao fim nesta quinta-feira, mais de três anos após o assassinato. O ex-prefeito e mandante do crime já havia sido condenado no primeiro júri, mas este segundo julgamento foi necessário para julgar os outros envolvidos no crime. Ainda assim, a justiça foi feita e o mandante do crime recebeu uma condenação exemplar, mostrando que a sociedade não tolera a violência e a impunidade.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN