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F-E em São Paulo deve movimentar R$ 300 milhões e gerar de 3 mil empregos

“Essa etapa da Fórmula E em São Paulo reflete uma política pública importante, de sustentabilidade e de incentivo aos veículos elétricos. Nós teremos cinco ônibus elétricos...

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Por Agência Estado

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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou nesta terça-feira, no Sambódromo do Anhembi, que o E-Prix de Fórmula E, categoria de carros elétricos que desembarca na capital paulista no dia 25 de março, movimentará R$ 300 milhões na cidade de São Paulo e gerará três mil empregos formais.

“Essa etapa da Fórmula E em São Paulo reflete uma política pública importante, de sustentabilidade e de incentivo aos veículos elétricos. Nós teremos cinco ônibus elétricos fazendo o trajeto do Terminal Rodoviário do Tietê para o Sambódromo, transportando fãs gratuitamente. Teremos, ao longo do dia 25, não apenas a corrida, mas uma série de atividades voltadas para o assunto da sustentabilidade”, disse Ricardo Nunes.

Para realizar a etapa da F-E em São Paulo, a prefeitura não precisou arcar com o pagamento do “fee”, taxa paga aos donos da categoria como acontece, por exemplo com a Fórmula 1. Os cofres municipais arcarão apenas com a organização e montagem das estruturas da prova, das pistas às arquibancadas. O Sambódromo já conta com barreiras de concreto para a delimitação do traçado.

“A prefeitura investe um total de R$ 38 milhões e nos próximos anos esse valor cai para R$ 22 milhões. O investimento inicial é mais alto por causa de toda a estrutura. A prefeitura entende ser importante a receber esse evento, como um polo de grandes eventos, culturais, esportivos e automobilísticos. É um nicho importante para geração de emprego e renda”, afirmou o prefeito.

O prefeito chegou ao evento a bordo de um dos novos ônibus elétricos da cidade. Ao desembarcar na avenida por onde desfilam as escolas de samba, o prefeito foi recebido pelos pilotos brasileiros da Fórmula E, Lucas di Grassi, da equipe Mahindra, e Sérgio Sette Câmara, da Nio 333.

Ricardo Nunes também deu uma volta na reta do Sambódromo com os pilotos e o diretor da F-E na América Latina, Álvaro Buenaventura, a bordo de um Porsche elétrico. O prefeito escolheu a piloto brasileira Bia Figueiredo, que já correu na Stock Car e na Fórmula Indy, para conduzir o carro. Mais tarde, foi a vez de di Grassi pilotar o ônibus, conduzindo a comitiva do prefeito entre o recuo da bateria e dispersão.

O prefeito também mostrou empolgação com a reta principal no Sambódromo, que será a mais longa de toda a temporada da Fórmula E, com 650 metros de extensão. Quem roubou a cena durante o evento foi Marcella Assumpção, de dez anos. Ela pilota kart, em categorias como a F-4 Júnior, e sucedeu o prefeito no púlpito montado pela organização do evento. A jovem disse que seu sonho é “estar em um monoposto, acelerando mesmo”, arrancando sorrisos de jornalistas e convidados.

Uma das preocupações dos pilotos se dá sobre a estrutura da pista. A Avenida Olavo Fontoura, que será usada no circuito, está interditada para a troca do asfalto. A atenção será redobrada para não deixar ondulações que prejudiquem os carros. Na Cidade do Cabo, a irregularidade do asfalto prejudicou os brasileiros, em especial Di Grassi, cuja equipe preferiu se retirar da prova por danos causados na suspensão traseira. No Sambódromo, a pista ganhará nova pintura que melhore a aderência dos pneus.

“A pista é excelente, plana, técnica e de alta velocidade. Carro vai passar a 270 km/h aqui na reta. A solução para a pintura é simples. Precisa de uma tinta rugosa, que gera atrito. Em Londres, eles fazem igual. Na Cidade do Cabo, tinha muita ondulação, e entortava a suspensão, que não foi prepara para esse tipo de situação”, explicou Di Grassi.

“Nunca tinha vindo ao Sambódromo. Acho que está bem localizado, a estrutura de arquibancada é muito boa. Parte de traçado, só vi a reta principal, larga, longa e de alta velocidade. Estando em frente à arquibancada, vai mostrar para o público que o carro pode ser elétrico e rápido. Por causa da largura, deve ter muita ultrapassagem. O objetivo é a etapa de São Paulo se destacar das demais, sendo a pista com a maior reta e com muitas ultrapassagens”, afirmou Sette Câmara.

A Fórmula E desembarca no Brasil pela primeira vez. Foram longos anos de negociação, que só foi se concretizar na nona temporada da categoria. Para Gustavo Pires, presidente da SPTuris, o evento dá boas amostras de que trará bons resultados para a cidade.

“O evento já está sendo um sucesso, mesmo antes do evento. As vendas de ingressos estão a todo vapor e camarotes esgotados. Não deixo de acreditar que a Fórmula E é um chamariz para a pauta da eletromobilidade”, afirmou.

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