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Imagem referente a Operação de resgate revela choques elétricos e spray de pimenta contra trabalhadores em vinícolas renomadas
Ginásio recebe escravizados na produção de vinho no RS. Foto: Inspeção do Trabalho

Operação de resgate revela choques elétricos e spray de pimenta contra trabalhadores em vinícolas renomadas

De acordo com o coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Superintendência, Henrique Mandagará, o nível de agressão física contra os trabalhadores foi alarmante....

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Por Redação CGN

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Imagem referente a Operação de resgate revela choques elétricos e spray de pimenta contra trabalhadores em vinícolas renomadas
Ginásio recebe escravizados na produção de vinho no RS. Foto: Inspeção do Trabalho

Na última quarta-feira (22), uma operação policial resgatou 207 pessoas que estavam em condições de trabalho análogas à escravidão em uma empresa prestadora de serviços contratada pelas vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi, em Bento Gonçalves (RS). Segundo a Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, os trabalhadores foram vítimas de ameaças e torturas, incluindo o uso de choques elétricos e spray de pimenta.

De acordo com o coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Superintendência, Henrique Mandagará, o nível de agressão física contra os trabalhadores foi alarmante. Os fiscais encontraram tasers e tubos de spray de pimenta no local, além de vigilância armada para garantir que os trabalhadores permanecessem nas condições impostas.

Os trabalhadores foram resgatados após um grupo fugir de um alojamento sem condições de higiene, onde sofriam agressões constantes. O auditor fiscal do trabalho Rafael Zan, que também estava na operação, relatou que um cassetete era usado para manter o portão do alojamento aberto e depois era empregado para bater nos trabalhadores.

Trabalhadores foram encontrados em alojamento com condições precárias. Foto: Divulgação/MPT-RS

Além disso, os trabalhadores eram constantemente ameaçados. Alguns foram informados de que teriam que pagar todos os custos de transporte desde a Bahia caso faltassem por questões de saúde, o que os levava a trabalhar mesmo doentes.

A empresa que contratou os trabalhadores, emitiu uma nota à imprensa afirmando que prestará os devidos esclarecimentos durante o processo judicial e não compactua com desrespeito aos trabalhadores.

A operação policial expôs a grave situação dos trabalhadores e levantou investigações sobre as empresas contratantes. As vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.

Choques elétricos e spray de pimenta contra trabalhadores

Uma operação policial realizada em Bento Gonçalves (RS) resgatou 207 pessoas que estavam em condições de trabalho análogas à escravidão. A empresa prestadora de serviços contratada pelas vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi submetia os trabalhadores a ameaças e torturas, incluindo o uso de choques elétricos e spray de pimenta.

Resgate após fuga de alojamento insalubre

Os trabalhadores foram resgatados após um grupo fugir de um alojamento sem condições de higiene, onde sofriam agressões constantes. Segundo a Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, os fiscais encontraram tasers e tubos de spray de pimenta no local, além de vigilância armada para garantir que os trabalhadores permanecessem nas condições impostas.

O coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da Superintendência, Henrique Mandagará, relatou que o nível de agressão física contra os trabalhadores foi o que mais chamou a atenção. O auditor fiscal do trabalho Rafael Zan, que também estava na operação, contou que um cassetete era usado para manter o portão do alojamento aberto e depois era empregado para bater nos trabalhadores.

A situação era tão grave que alguns trabalhadores eram informados de que teriam que pagar todos os custos de transporte desde a Bahia caso faltassem por questões de saúde. Isso os levava a trabalhar mesmo doentes. Os trabalhadores resgatados estavam atuando em atividades relacionadas à colheita de uva, poda de parreiras, plantio e embalagem de produtos.

A maioria dos trabalhadores resgatados é oriunda de municípios da Bahia e, segundo o MPT, voltam para suas casas com verbas rescisórias garantidas. Na noite de sexta-feira (24), eles receberam parte das verbas e começaram a voltar para seu Estado natal em quatro ônibus fretados, com garantia de custeio da alimentação durante o trajeto

A operação policial expôs a grave situação dos trabalhadores e levantou investigações sobre as empresas contratantes. As vinícolas Aurora, Salton e Cooperativa Garibaldi ainda não se manifestaram sobre o ocorrido.

Com informações do site DCM.

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