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Ibovespa tem queda quase geral com NY da véspera e já margeia 106 mil pontos

A desvalorização de mais de 2% do petróleo penaliza as ações do setor, em meio a preocupações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central...

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Por Agência Estado

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O Ibovespa volta da folga de dois dias, caindo fortemente na abertura, chegando a perder mais de 2.400 pontos (entre a abertura aos 109.173,51 pontos e mínima diária aos 106.741,17 pontos). A queda reflete o recuo de ao menos 2% em Wall Street ontem, quando a B3 ficou fechada por conta do feriado de carnaval, que abarcou ainda a segunda-feira. A desvalorização na carteira do índice Bovespa é quase geral. Perto de 14h desta quarta, só cinco ações subiam,

A desvalorização de mais de 2% do petróleo penaliza as ações do setor, em meio a preocupações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) seguirá subindo os juros por mais tempo do que o esperado.

A grande expectativa nos mercados é pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), às 16h, na tentativa de se ter algum norte sobre a condução dos juros, em meio à resiliência da inflação e atividade robusta.

Para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, o documento chega com teor “defasado” após uma sequência de indicadores fortes da atividade e inflação, que alteraram a percepção dos agentes de mercado. “Ainda assim, o texto pode trazer alguma volatilidade”, escreve em relatório.

Com o horário reduzido (das 13h às 17h55), o volume financeiro pode minguar na B3 nesta Quarta-Feira de Cinzas. Em Nova York, as bolsas tentam subir antes da ata do Fed, mas sem convencer.

A reabertura da B3 reflete a “ressaca de carnaval”, diz o economista Álvaro Bandeira, em comentário. “Durante o feriado, os mercados de risco não tiveram bom comportamento, em meio a preocupações com a inflação, com os juros prolongadamente altos, com recessão em alguns países e com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia recrudescendo”, cita o também consultor de Finanças.

No Brasil, os investidores avaliarão a pesquisa Focus (14h), dado que as projeções para a inflação seguem acelerando. Neste sentido, fica no radar o IPCA-15 de fevereiro, que sai na sexta. Ao mesmo tempo, o mercado monitora os impactos das chuvas no litoral norte de São Paulo dos últimos dias sobre os preços, sobre a economia.

Por ora, a Petrobras informa que não há danos a dutos que passam por São Sebastião (SP), região atingida pelas intempéries climáticas. Como os dutos estão passando por inspeção rotineira, há relatos de que a companhia já estuda um plano alternativo para manter o fornecimento de óleo bruto às refinarias atendidas, caso as condições naquele local não melhorem.

Também fica no radar a expectativa de anúncio de detalhes dos programas sociais do governo. O Sindifisco estima que a isenção de IR para trabalhadores com salário mensal de até R$ 2,64 mil representará perda de arrecadação de R$ 14 bilhões. Além disso, o mercado aguarda novidades a respeito do arcabouço fiscal, que pode ser lançado em março, e a possibilidade de reoneração dos combustíveis.

Às 13,53, ações da Petrobras caíam perto de 2%, enquanto Vale tentava subir 0,10%. O minério de ferro fechou com recuo de 0,38% em Dalian, na China, mas as ações do setor no exterior cedem forte depois de que a mineradora anglo-australiana Rio Tinto informou queda de 41% em seu lucro em 2022. Isso eleva a cautela com Vale após o balanço fraco na semana passada.

Na sexta-feira, 17, o Ibovespa caiu 0,70%, fechando aos 109.176,92 pontos. “Não deveria perder os 107.800 pontos, sob pena de acelerar mais a queda”, recomenda Bandeira. Às 13h54, o índice Bovespa cedia 1,94%, aos 107.059,70 pontos, após cair 2,23% pouco antes das 14h.

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