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Federação de boxe dos EUA ataca qualificatória olímpica anunciada pela IBA

A polêmica aumentou quando a Federação de Boxe dos EUA elevou o tom contra a IBA e disse que seu torneio qualificatório é “totalmente inaceitável”. Além...

Publicado em

Por Agência Estado

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O boxe amador voltou a virar motivo de polêmica por questões olímpicas. Nesta semana, a Associação Internacional de Boxe (IBA, na sigla em inglês) entrou em rota de colisão com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e com federações de vários países ao anunciar uma competição classificatório para os Jogos de Paris-2024. O problema é que a IBA está suspensa pelo COI.

A polêmica aumentou quando a Federação de Boxe dos EUA elevou o tom contra a IBA e disse que seu torneio qualificatório é “totalmente inaceitável”. Além dos EUA, sete países (Suíça, Holanda, Irlanda, Grã-Bretanha, República Checa, Suécia e Canadá) anunciaram que vão boicotar a competição, marcada para acontecer em Nova Deli, na India, e em Tashkent, no Usbequistão, em março.

A reação mais forte da federação americana se deve à decisão da IBA de permitir a presença de atletas russos e belorussos, competindo com suas bandeiras e hinos, no qualificatório. Esportistas destes dois países vêm sendo vetados de algumas competições internacionais como retaliação pela invasão russa à Ucrânia no ano passado. Em alguns torneios, os atletas podem participar, mas sem representar o seu país.

O qualificatório olímpico da IBA ganhou contornos de questões geopolíticas também por um outro motivo. A IBA tem como seu principal patrocinador a Gazprom, a estatal de energia da Rússia, país que vem trocando farpas públicas com os EUA desde a invasão da Ucrânia, há um ano.

Apesar destas questões mais recentes, a IBA já havia sido removida do processo de classificação olímpica pelo próprio COI. A entidade, que é herdeira da Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba), está em conflito com o COI desde 2019, quando foi alvo de suspensão e perdeu status e a permissão de organizar a competição olímpica durante os Jogos de Tóquio, em 2021.

Na ocasião, o COI argumentou que a suspensão estava relacionada à questões éticas e de governança na gestão da IBA, além de problemas financeiros e mais práticos, ligados à arbitragem.

“A Federação de Boxe dos EUA condena em seus termos mais fortes esta tentativa da IBA de confundir os boxeadores de todo o mundo, mesmo sabendo que a IBA não está ligada ao Comitê Olímpico Internacional e nem ao sistema de classificação olímpica”, afirmou Mike McAtee, principal dirigente da entidade americana.

A classificação olímpica para o boxe em Paris-2024 está sob responsabilidade direta do COI. “A IBA é, na melhor das hipóteses, incompetente (para definir os critérios de classificação). Na pior, a Federação dos EUA acredita que esta pode ser uma tentativa de sabotagem da classificação olímpica para os Jogos de Paris. A IBA não tem qualquer autoridade constitucional para realizar o qualificatório”, argumentou McAtee.

Após corre o risco de ficar fora da Olimpíada de Tóquio, o boxe está confirmado nos Jogos de 2024. Mas não aparece no programa olímpico inicial dos Jogos de Los Angeles-2028. O COI aguarda a IBA realizar reformas exigidas pela própria entidade internacional, sob o risco de ser cortado das modalidades olímpicas já em 2024.

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