CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Suspeita de irregularidades na divisão de royalties será investigada

A “fiscalização na modalidade inspeção” foi iniciada após parecer da auditoria da Corte feita com base em reportagem do Estadão. Em setembro do ano passado, o...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar suspeitas de irregularidades na atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em casos relacionados à partilha bilionária de royalties da exploração de petróleo entre municípios.

A “fiscalização na modalidade inspeção” foi iniciada após parecer da auditoria da Corte feita com base em reportagem do Estadão. Em setembro do ano passado, o jornal mostrou que uma associação sem fins lucrativos funcionava como uma espécie de banca de advocacia para dominar um mercado bilionário a partir de uma guerra judicial travada por municípios pelo enquadramento na partilha de royalties da exploração de petróleo e gás.

Advogados usavam a Associação Núcleo Universitário de Pesquisas, Estudos e Consultoria (Nupec) para firmar contratos sem licitação com municípios e representá-los na Justiça e na ANP. Segundo levantamento da reportagem, pelo menos 20 cidades haviam firmado contratos com a entidade e conseguiram liminares para receber dinheiro em casos que envolviam R$ 1,5 bilhão. Valores repassados em honorários advocatícios alcançavam R$ 300 milhões.

Primeiro, esses advogados ligados à Nupec questionavam na Justiça a distribuição dos royalties. Depois que conquistavam decisões favoráveis às prefeituras, buscavam diretores da ANP para tentar acelerar a liberação da verba. Entre os associados da entidade está o advogado Vinícius Peixoto e pessoas ligadas a ministros de tribunais superiores.

O subprocurador do Ministério Público junto ao TCU Lucas Furtado pediu abertura da investigação. Ele disse haver “quadro sombrio de suspeitas sobre ações judiciais” e “possível tráfico de influência junto a autoridades com poder decisório sobre a atuação em desvio de finalidade de entidade sem fins lucrativos”.

Consequências

Segundo o parecer de auditores do TCU, caso haja irregularidades no âmbito da ANP, a consequência poderá ser desde “a ocorrência de injustiças na distribuição dos recursos entre entes federativos” a até desvio de conduta de servidores. O documento destaca, ainda, risco de “impacto significativo às receitas dos entes federados, com reflexo direto na vida dos munícipes”.

Ao acolher o parecer da auditoria, o ministro do TCU Augusto Nardes afirmou que “é cabível a realização de fiscalização, com vistas a identificar possíveis falhas na atuação da ANP, tanto no âmbito dos processos administrativos, quanto com relação às decisões judiciais que têm determinado à redistribuição dos royalties”.

Além do TCU, investigações conduzidas pelos Tribunais de Contas do Rio e de São Paulo levaram a decisões e recomendações que podem barrar até R$ 270 milhões em pagamentos de prefeituras à Nupec em honorários advocatícios.

Questionada, a ANP afirma, em nota, que “está prestando ao TCU todos os esclarecimentos solicitados” e determinou realização de auditoria interna em outubro de 2022, “mesmo não tendo conhecimento de qualquer indício de envolvimento de servidores da agência em irregularidades”.

Vinícius Peixoto disse que o processo do TCU foi aberto para “apurar a ineficiência ou a irregularidade da ANP”. “A gente não foi intimado de nada relacionado a TCU.” Em setembro, a Nupec negou irregularidades em contratos. Procurada ontem, não respondeu.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN