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Exterior não consegue estimular alta do Ibovespa, em dia de queda das commodities

Após abrir na estabilidade aos 108.074,15 pontos nesta segunda-feira, 13, o Ibovespa renovou mínima diária aos 107.419,59 pontos, em queda de 0,61%. Até testou alta, de...

Publicado em

Por Agência Estado

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A tentativa de alta dos índices futuros de ações nos Estados Unidos e a valorização das bolsas europeias são insuficientes para estimular ganho do Ibovespa em ajuste às recentes perdas. Só em fevereiro, o índice acumula recuo de pouco mais de 5%. A queda das commodities no exterior e os ruídos políticos internos em semana de agenda pesada de indicadores, eventos e balanços no Brasil e lá geram cautela.

Após abrir na estabilidade aos 108.074,15 pontos nesta segunda-feira, 13, o Ibovespa renovou mínima diária aos 107.419,59 pontos, em queda de 0,61%. Até testou alta, de 0,02%, com máxima aos 108.102,94 pontos, mas sem sucesso.

Em termos de representatividade, pesa a queda de ações ligadas a commodities, enquanto algumas do setor financeiro atenuam o recuo do índice Bovespa, destaca Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

“Parece começar uma onda positiva para bancos, dando a impressão de que os efeitos Americanas vão sendo ajustados. Os resultados do Itaú Unibanco e do BTG indicam que há vida após o caso da varejista. Entretanto, têm um peso grande de metálicas e do segmento de óleo e gás”, avalia Spiess, completando que, por ora, não há um movimento de aversão a risco, dado que o dólar e os juros futuros cedem.

Segundo o analista da Empiricus, os mercados estão em compasso de espera pelas falas do ministro Fernando Haddad (Fazenda) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em evento do PT ainda pela manhã. “Mas o chamariz é vermos o posicionamento do presidente do BC, Roberto Campos Neto Roda Viva da TV Cultura”, diz.

Nesta segunda, o BTG Pactual informou alta de 6% em seu lucro líquido em 12 meses, depois da decepção com o Bradesco. Após o fechamento da B3, serão divulgados os resultados do quarto trimestre do Banco do Brasil e do Carrefour.

Os investidores ainda avaliam os relatos de que o governo e o Senado estão se alinhando para mudar a lei das estatais, enquanto esperam o anúncio de eventual alteração da meta de inflação na quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em meio a críticas de Lula ao BC.

Campos Neto participará do Roda Vida da TV Cultura (22h). Como o programa será gravado antes, há possibilidade de que o investidor saiba parte do conteúdo da entrevista antes de ir ao ar, o que tende a ser motivo para instabilidade. “Será uma oportunidade para ele expor a estratégia atual do Banco Central. Cautela deve predominar”, cita em nota a MCM Consultores.

Há expectativa de que Campos Neto comente as críticas que tem recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre juros altos e a atual meta de inflação. Um consenso entre os técnicos ouvidos é de que mudar a meta de 2023 com o ano já em curso teria praticamente nenhum impacto sobre a política monetária, uma vez que a calibragem de juros já mira mais os efeitos sobre a inflação de 2024.

Enquanto isso, as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiram avançando no boletim Focus, com a mediana para 2023, por exemplo, passando de 5,78% para 5,79%. A estimativa para 2024 subiu de 3,93% para 4,00%.

“Outro grande chamariz é o CMN, na quinta. Revisão de meta não deveria ser um tema tabu, mas da forma como o debate foi colocado críticas de Lula, gera ruído, instabilidade”, avalia o analista da Empiricus.

Na sexta-feira, dia 10, o Ibovespa fechou em alta de 0,07%, aos 108.078.27 pontos, cedendo 0,41% na semana. Conforme o economista Álvaro Bandeira seria importante o índice não recuar mais, sobretudo a ponto de abandonar os 107.600 pontos para não estimular novas perdas, inclusive a marca dos 105 mil pontos.

“As incertezas políticas dominaram o cenário, e o dólar encerrou a semana em queda de 1,08%, negociado em R$ 5,22”, escreve em nota Rachel de Sá, chefe de economias da Rico Investimentos.

Após recuo de quase 1% lá fora, o petróleo diminuía o ritmo de queda, mas Petrobras mantinha-se em baixa perto de 1%. Já o minério de ferro fechou em baixa de 2,21%, a US$ 123,28, em Dalian, na China. Vale caía 1,42% perto de 11h30. O Ibovespa recuava 0,07%, aos 108.001,53 pontos. BTG e Itaú subiam 3,37% e 1,94%, respectivamente.

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