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Ex-economista-chefe do FMI, muito elogiado por sua eficiente gestão durante a crise global de 2008, o francês Olivier Blanchard é um dos expoentes do pensamento que defende que os países, em tempos de juros baixos ou negativos, se endividem para fazer investimentos públicos e estimulem o mercado de trabalho de modo a promover o crescimento econômico.

Embora admitindo que, de maneira geral, é melhor ter poucas dívidas, ele diz que hoje os benefícios do endividamento são maiores do que os custos, e que os governos deveriam sentir-se livres para tomar empréstimos e investir em áreas tradicionais, como telecomunicações, e em setores emergentes.

Em resumo, enfatiza Blanchard, “quando a economia não está aquecida nem há pleno emprego, é necessário fazer algo, e a ferramenta que sobra é fiscal. Os países precisam estar prontos para ter déficits fiscais maiores. É mais importante impulsionar a economia do que reduzir a dívida”.

Esse é um trecho da entrevista que ele concedeu à revista Exame, publicada na edição datada do último dia 4 de março, portanto, há apenas duas semanas, quando a pandemia do coronavírus estava longe de se tornar uma emergência médica internacional e ainda não tinha assumido as dimensões de um desastre econômico planetário, obrigando os governos a quebrar as regras do controle dos gastos públicos para cuidar da saúde das pessoas.

Vista com desprezo pelos economistas mais ortodoxos, a fórmula de Blanchard, usada com sucesso 12 anos atrás, agora será novamente a tábua da salvação da economia mundial.

E não há plano B.

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