
Igreja no Centro do Rio tem alto risco de incêndio, alerta Iphan
Rachadura na......
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Por CGN
Rachadura na fachada da igreja na Praça XV, no Rio de Janeiro. – Tânia Rêgo/Agência Brasil
O documento foi enviado à Defesa Civil do Estado, ao Corpo de Bombeiros do Rio e à própria Ordem Terceira do Carmo, proprietária do imóvel. O objetivo do ofício é solicitar imediatas vistorias dos órgãos competentes nas esferas estadual e municipal.
Segundo o laudo de fiscalização e vistoria do Iphan, de outubro do ano passado, existem fissuras na fachada que cortam a igreja em um plano vertical paralelo à fachada, que deverão ter as causas investigadas.
“As fissuras estariam estabilizadas; porém, não constam documentos que atestem as causas, descrevam detalhadamente a extensão e características das fissuras e nem laudos que afirmem que elas estão de fato estabilizadas.”
Também foram detectadas pelo Iphan infiltrações, quadros de luz obsoletos, instalações elétricas improvisadas, falta de equipamentos de detecção e combate a incêndios, acervos em péssimas condições e indícios de infestação de cupins, bem como problemas generalizados de conservação no interior e exterior e trincas e rachaduras na fachada, que se encontra isolada por grades de ferro.
Parte danificada na fachada da construção de 1750 – Tânia Rêgo/Agência Brasil
A fiscal Catherine Gallois, do Iphan, que assina os laudos, qualificou o estado do imóvel como “péssimo”.
As fissuras se estendem e ameaçam a vizinha Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, que foi totalmente reformada e pertence à Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Tombamento
Fachada em pedra da Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo – Tânia Rêgo/Agência Brasil
De acordo com o Iphan, desde 2018 foram realizadas pelo menos três vistorias na igreja, que é patrimônio cultural arquitetônico e religioso. O laudo indica deterioração avançada com danos significativos na materialidade da igreja. A edificação está insalubre e não tem um projeto de prevenção e combate a incêndios aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
Reconhecido pelo Iphan desde 1938 como patrimônio cultural, o conjunto arquitetônico da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo é considerado um dos mais importantes monumentos religiosos da segunda metade do século XVIII, sendo a única igreja colonial que apresenta a frontaria totalmente revestida de pedra.
Ordem Terceira do Carmo
O secretário Geral da Ordem Terceira do Carmo, Armindo Diniz, relatou o envio de resposta referente ao ofício recebido pelo Iphan. Ele informou que a Ordem tem consciência da situação em que se encontra a igreja e que todas as providências possíveis e cabíveis estão sendo tomadas.
Diniz ressaltou ainda que o imóvel encontra-se fechado e com a energia cortada a pedido da Ordem, desde o final de 2019, “impossibilitando o risco de incêndio”.
De acordo com ele, imóveis pertencentes à Ordem foram colocados à venda e a arrecadação será totalmente voltada para o restauro da igreja. Porém, a venda ainda depende de uma autorização da Arquidiocese para ser formalizada.
Iphan solicitou providências sobre os danos estruturais da igreja junto ao Corpo de Bombeiros e Defesa Civil – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Segundo a nota, a corporação já notificou a edificação para ser regularizada junto ao Corpo de Bombeiros. O órgão reforça que, para isso, os representantes legais do local precisam dar continuidade ao processo de regularização, através da emissão do Laudo de Exigências e, posteriormente, do Certificado de Aprovação.
*Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara
Fonte: Agência Brasil
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