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Taxas de juros sobem com fiscal, dólar e Treasuries

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 subiu de 13,501% no ajuste de ontem para 13,57% hoje, na máxima ao fim...

Publicado em

Por Agência Estado

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Com dúvidas quanto à situação fiscal do País, dólar em alta e subida dos retornos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, o dia foi de recomposição de prêmios nas taxas brasileiras. A curva acumula também leve ganho de inclinação na semana, com o diferencial entre os vértices 2025 e 2029 passando de 20 pontos na sexta-feira passada a 23 pontos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 subiu de 13,501% no ajuste de ontem para 13,57% hoje, na máxima ao fim do dia. O janeiro 2025 avançou de 12,700% a 12,85%. O janeiro 2027 saltou de 12,673% para 12,86%. E o janeiro 2029 foi de 12,905% para 13,08%.

A relativa cautela que se instalou hoje no mercado vem das dúvidas dos agentes sobre o nível de heterodoxia econômica do novo governo. De um lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o compromisso com uma nova âncora fiscal em entrevista ao Valor Econômico. Mas de outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou em usar o BNDES para financiamentos externos e para governos estaduais e municipais, além de admitir ser necessária a discussão das perdas de ICMS geradas por lei aprovada durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Além disso, segundo os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, Lula definirá com Estados e municípios um novo plano de investimento em obras no País. O valor ainda não foi fechado, mas há o temor do mercado de mais pressão ainda nos gastos públicos.

E mesmo depois do superávit primário em 2022, anunciado pelo Tesouro no começo da tarde de hoje, o cenário desenhado por analistas para as contas públicas já é de pressão. Na avaliação da economista da Tendências Consultoria Juliana Damasceno, a dinâmica da arrecadação observada ao longo do ano passado, que contribuiu para o saldo positivo informado hoje, não deve se repetir nos dois próximos anos.

Também está no radar dos agentes o debate aberto dentro do governo em torno da meta de inflação e da política de preços dos combustíveis pela Petrobras.

Mas, além das questões fiscais, o mercado de DI acompanhou também a alta do dólar ante o real hoje, com a moeda americana subindo a R$ 5,1120 no fechamento (alta de 0,74%), e a abertura das taxas dos Treasuries nos últimos dias.

Nos Estados Unidos, a percepção que se consolidou nos últimos dias foi de que o risco de recessão diminuiu. Indicadores econômicos e até mesmo o balanço de algumas empresas atestaram isso. Do ponto de vista de política monetária, embora não altere a previsão de que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) subirá os juros em 25 pontos-base na quarta-feira, reforça a aposta de que as taxas permanecerão altas por mais tempo.

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