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O mundo paralisado pelo medo

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A esta altura dos acontecimentos, que ninguém seja leviano a ponto de considerar exagerada a decisão dos países que estão determinando o fechamento de bares, restaurantes, serviços públicos e privados não essenciais, além de restringir voos e bloquear fronteiras, colocando toda a população em confinamento domiciliar para reduzir circulação de pessoas no esforço de conter o avanço do novo coronavírus.

Sem a adoção de medidas extremas de isolamento social pode vir a se concretizar a assustadora previsão de um estudo confidencial encomendado pelo governo francês à equipe do renomado epidemiologista inglês Neil Ferguson.

Consta do documento que no cenário mais sombrio do surto, em que prevaleçam os maiores índices de transmissibilidade e mortalidade, a Covid-19 poderá causar de 300 mil a 500 mil óbitos na França.

Ainda que seja uma hipótese pouco provável, a aterradora possibilidade faz lembrar a “peste negra”, como ficou conhecida uma das mais devastadoras pandemias da história humana, que iniciou em 1343 e teve seu auge em 1353, ceifando a vida de 75 a 200 milhões de pessoas.

Seja como for, é preciso ter em mente que, se as ações preventivas falharem, dizem os especialistas que seriam necessários, só na França, de 30 mil a 100 mil leitos para atender os casos mais agudos provocados pelo vírus chinês.

O ponto mais dramático da história é que o país não tem hoje mais do que 7.500 leitos de UTI.

O exemplo mostra que não existe jeito fácil, indolor, sem sacrifícios, de enfrentar e vencer essa guerra.

Melhor pecar pelo excesso do que pela falta de zelo.

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