CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Dólar cai 1,85%, a R$ 5,3518, com ‘freio de arrumação’ em discurso do governo

A moeda norte-americana operou em queda ao longo do dia, enquanto investidores digeriam o realinhamento das sinalizações do governo, que negou a intenção de intervir nos...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O dólar à vista caiu 1,85% em relação ao real nesta quinta-feira, a R$ 5,3518, a menor taxa no fechamento desde a última sexta-feira, 29 (R$ 5,2800). O “freio de arrumação” nas declarações do novo governo beneficiou a moeda brasileira em um dia de fortalecimento global da divisa norte-americana. Na expectativa pela reunião do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com ministros para afinar o discurso na sexta-feira, 6, os agentes de câmbio realizaram os ganhos das últimas três sessões, quando o ruído político levou o dólar a acumular alta de 3,27% em relação ao real.

A moeda norte-americana operou em queda ao longo do dia, enquanto investidores digeriam o realinhamento das sinalizações do governo, que negou a intenção de intervir nos preços da Petrobras e de revisar a reforma da Previdência.

As declarações em defesa da responsabilidade fiscal pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), também foram bem recebidas. Com o alívio do risco doméstico, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 5,3508 (-1,86%) após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de St. Louis, James Bullard, falar em “moderação” da inflação nos EUA.

O chefe da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, afirma que as sinalizações do governo balizaram o movimento do dólar na sessão desta quinta e permitiram uma dosagem dos prêmios de risco na taxa de câmbio. Em meio à valorização das commodities com as notícias sobre a reabertura da China – com altas de 1,14% do petróleo WTI para fevereiro, a US$ 73,67 o barril, e de 1,09% do Brent para março, a US$ 78,69 – e diante da moderação das taxas dos Treasuries após as declarações de Bullard, a melhora da percepção de risco político e fiscal permitiu uma correção do real.

“Esta semana, ouvimos falas de vários ministros que, na maioria, foram negativas para os preços de ativos. Mas, hoje, Tebet fez comentários mais positivos e teve uma ‘arrumação de casa’, pararam de dar declarações que estavam gerando muita confusão”, diz Weigt. “O real tem oscilado muito em função dessas declarações, do lado positivo e negativo, acho que vai continuar assim por algum tempo, até a gente entender como vai ser a atuação do Ministério da Fazenda, do BNDES, da Petrobras e da Caixa.”

Para o operador de câmbio da Fair Corretora Hideaki Iha, o “freio de arrumação” no discurso de ministros do governo permitiu a realização dos ganhos das últimas terça e quarta-feiras, quando a divisa americana se aproximou dos R$ 5,50, em meio ao ruído político. “Não dava para sair comprando dólar a R$ 5,45 para ganhar dinheiro. Então, temos um alívio por causa da política: o dólar subiu demais e, agora, está tendo um ajuste, mas continua o ambiente de cautela, no início do governo”, afirma Iha, para quem a reunião de Lula com ministros dará o tom do mercado na sexta-feira.

Em um dia de criação de empregos acima do esperado nos EUA, o dólar operou em alta no mundo. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas desenvolvidas, teve ganhos na maior parte do dia, em torno dos 105 mil pontos. Às 17h45, a moeda americana subia 1,22% em relação ao dólar australiano e 0,72% ante o dólar canadense – ambos correlacionados às commodities -, e avançava 0,06% e 1,75% frente às divisas emergentes lira turca e rand sul-africano, respectivamente.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN