
DH faz balanço dos homicídios em 2022 e reforça a necessidade de evitar a resolução violenta de conflitos
No início da semana foi divulgado pela DH um relatório sobre as mortes violentas registradas na cidade durante o ano passado. De acordo com os dados,...
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Na manhã desta quinta-feira (05) a Delegada Mariana Vieira concedeu uma entrevista coletiva para tratar sobre os homicídios atendidos pela Delegacia de Homicídios no ano de 2022 em Cascavel.
No início da semana foi divulgado pela DH um relatório sobre as mortes violentas registradas na cidade durante o ano passado. De acordo com os dados, foram 63 homicídios consumados, sendo quatro feminicídios.
De acordo com ela, 48 já foram solucionados e 15 permanecem em investigação, podendo serem elucidados ao longo de 2023.
Quanto as motivações, a Delegada destacou que as motivação foram bastante pulverizadas, isto é, os crimes ocorreram por motivos diversos (conflitos ocasionais, tais como briga de trânsito ou briga entre vizinhos ou vinganças), não havendo uma motivação predominante.
A vítimas, predominante, são do sexo masculino entre 18 a 39 anos de idade e a maioria dos registros aconteceram na Região Norte, devido ao fato de ser a região com o maior contingente populacional.
Sobre os números de homicídios dolosos, a Delegada afirmou que 2022 não foi o ano mais violento, tendo em vista que em outras oportunidades, já foram registrados mais de 100 crimes com o resultado morte em Cascavel, porém, os números não deixam de serem expressivos.
O homicídio é um crime de difícil ou quase impossível prevenção e a Policia Civil age depois que o crime já aconteceu. A Delegacia de Homicídios vai atuar sempre fazendo todo o possível para a elucidação. O trabalho da DH de Cascavel ganhou no ano de 2022 reconhecimento em âmbito estadual, sendo a unidade premiada com o selo de eficiência e mérito de Polícia Judiciária. Quanto mais se elucida o crime, mais se diminui o número de homicídios.
Mariana Vieira
A Delegada também reforçou a importância de denunciar os casos de violência doméstica, a fim de evitar casos de feminicídios: “depois que o homicídio acontece, o que resta é investigar a morte”.
Desse modo, a orientação permanece: antes de ter uma atitude impensada que pode levar a um resultado que não pode ser desfeito, Mariana reforçou: “levem sim desaforo para casa, contem até 10, respire, porque um ato impensado vai destruir a vida de duas famílias. Temos que buscar a resolução não violenta de conflitos. Violência extrema levou a isso: cadeia e caixão”.
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