Branagh, Clancy e a nova espionagem virtual
Branagh virou faz-tudo, e quase sempre bem. Dirigiu terror (Frankenstein), fantasia (Cinderela), Marvel (Thor), mistério (O Assassinato no Expresso do Oriente). Dirigiu também espionagem e, nesta...
Publicado em
Por Agência Estado
Paulo Francis implicava com Kenneth Branagh e Emma Thompson, quando eram casados, e dizia que o que faltava aos dois era o batismo da sarjeta. Branagh surgiu como ator, e autor, shakespeariano. Assinou um belo Henrique V e, depois, Muito Barulho por Nada e Hamlet. Admitiu para o repórter que nem Laurence Olivier nem ele se comparavam ao russo Innokenti Smoktunovsky, o melhor intérprete do papel no cinema, no clássico de Grigori Kozinstsev, do começo dos anos 1960.
Branagh virou faz-tudo, e quase sempre bem. Dirigiu terror (Frankenstein), fantasia (Cinderela), Marvel (Thor), mistério (O Assassinato no Expresso do Oriente). Dirigiu também espionagem e, nesta segunda, 16, um bom programa é Operação Sombra – Jack Ryan, que passa no Telecine Action, às 23h55.
O filme de 2014 é dedicado à memória do escritor Tom Clancy, que morreu em 2013. Clancy reformulou o conceito de espionagem no pós-guerra fria, e justamente com esse personagem. O primeiro Jack Ryan, em Caçada ao Outubro Vermelho, de John McTiernan, é de 1990. O ano é 1984 e um submarino soviético – ainda havia URSS – aproxima-se perigosamente da costa dos EUA.
Um especialista, Jack Ryan/Alec Baldwin, tenta antecipar o que se passa na mente do almirante Ramius/Sean Connery. Ele vai atacar? Um thriller mental era uma raridade na época, e continua sendo. A ação como um jogo de xadrez. Qual será o próximo lance?
Jack Ryan viveu novas aventuras interpretado por Harrison Ford (Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato) e Ben Affleck (A Soma de Todos os Tempos). Todos esses filmes estão disponíveis em DVD, senão nas plataformas de streaming. Chris Pine foi o quarto ator a viver o papel – no filme de Branagh. A diferença é que não se trata de uma adaptação, mas do roteiro original de David Koepp e Adam Kozer, aprovado pelo próprio Clancy. O roteiro faz uma espécie de súmula da vida de Ryan. Fuzileiro no Afeganistão, ferido em combate, é recrutado pela CIA e vai trabalhar como analista de compliance em Wall Street (e, secretamente, na agência de inteligência). Descobre que o homem mais rico da Rússia está movimentando contas na base do trilhão, no que poderá ser um ataque terrorista econômico virtual para colocar a economia dos EUA no chão. Ryan é enviado a Moscou para investigar, mas Cherevin, o ricaço, arma para que a agência o considere traidor.
Para complicar, a mulher de Ryan, Keira Knightley, o segue na Rússia e cai nas mãos do vilão. O próprio diretor Branagh é quem faz o papel. O filme tem ação, romance, mas a trama apóia-se muito no universo virtual. Um thriller dos novos tempos? Aonde chegou a espionagem no século 21? É atividade econômica, mais que geopolítica e estratégica? Interessantes questões que o filme tenta responder.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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