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Juros: Taxas recuam com alívio no risco fiscal, IPCA-15 e queda do dólar

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,46%, de 13,66% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

Publicado em

Por Agência Estado

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Os juros futuros estenderam pela quinta sessão seguida o movimento de baixa que vem ditando a dinâmica da curva desde o início da semana. O alívio começou com a perspectiva de desidratação da PEC da Transição, aprovada na quarta-feira, e culminou hoje com o IPCA-15 de dezembro abaixo da mediana das estimativas e fraqueza generalizada do dólar. As taxas locais estiveram na contramão dos juros globais, que subiram após avaliação dos dados de gastos com consumo e renda pessoal nos Estados Unidos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,46%, de 13,66% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 12,99% para 12,78%. O DI para janeiro de 2027 também terminou com taxa em 12,78%, de 12,96%. Desde a última sexta-feira, estes vencimentos devolveram 47, 99 e 84 pontos-base, respectivamente.

O operador de renda fixa da Nova Futura Investimentos, André Alírio, classifica a trajetória desta sexta-feira como uma continuidade do que tem sido visto nos últimos dias, com o fôlego renovado pelo IPCA-15 de dezembro. “Ajudou bastante”, disse. A taxa de 0,52% ficou abaixo da mediana das estimativas, de 0,55%, e também ligeiramente aquém do dado de novembro (0,53%), sendo o menor para o mês desde 2018 (-0,16%). Fechou 2022 em 5,90%, com desaceleração ante 6,17% no acumulado em 12 meses até novembro. Núcleos e preços de serviços, aos quais a política monetária tem um foco especial, também tiveram leitura positiva.

No exterior, enquanto o dólar perdeu força ante as demais moedas, os juros dos Treasuries avançaram, com o mercado digerindo o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês), de grande peso nas decisões do Federal Reserve. O índice cheio subiu 0,1% em novembro ante outubro, e o núcleo 0,2%, em linha com o esperado. Na comparação anual, avançaram 5,5% e 4,7%, desacelerando após altas de 6,0% e 5,0% em outubro, respectivamente, mas ainda longe da meta de inflação de 2%, o que acabou mantendo a percepção de que a política monetária americana terá se seguir em níveis contracionistas, ainda que com riscos para a atividade. O dado ainda mostrou que a renda pessoal nos EUA cresceu 0,4% em novembro ante o mês anterior, acima da previsão de alta de 0,3%.

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