CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros: Em dia volátil, taxas terminam de lado com noticiário político no radar

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,93%, de 13,94% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O mercado de juros começou testando um ligeiro alívio nos prêmios de risco, contrariando o sinal de alta do rendimento dos Treasuries, do petróleo e a pressão no câmbio, mas no fechamento estavam de lado. O mercado buscou fazer uma leitura benigna das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e possíveis efeitos na tramitação PEC da Transição a ser votada nesta terça-feira na Câmara, enquanto a dos novos nomes do Ministério da Fazenda ficou entre neutra e ligeiramente positiva.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou em 13,93%, de 13,94% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 13,73%, de 13,77%. A do DI para janeiro de 2027 manteve-se em 13,62%, estável em relação ao ajuste anterior.

O xadrez político envolvendo Legislativo, Executivo e Judiciário, ficou hoje mais intrincado com vários movimentos de bastidores antes da votação da PEC da Transição, amanhã, na Câmara. As taxas começaram o dia pressionadas para cima, passaram a devolver prêmio ainda pela manhã até o meio da tarde, e depois zeraram a queda e passaram a oscilar lateralmente.

Logo na abertura, o mercado digeria a decisão do ministro Gilmar Mendes de determinar a retirada do Bolsa Família da regra do teto de gastos e garantir a legalidade do benefício através da abertura de crédito extraordinário, sem necessidade de mudança constitucional. Na prática, a decisão viabiliza o pagamento do programa mesmo em caso de não aprovação da PEC.

Apesar disso, para analistas da Warren Renascença, o caminho constitucional ainda é o mais seguro, por abarcar também uma liberação de recursos sem destinação específica e na casa dos R$ 194 bilhões, conforme cifras compiladas pelo Tesouro Nacional. “A injunção de Gilmar Mendes não enfraquece a tramitação da PEC, que ainda é vista por nós como prioritária para o governo eleito, porém, cria uma rede de proteção para garantir pelo menos o pagamento do Bolsa Família em um cenário desfavorável para Lula”, avaliam. Dizem ainda que a decisão pode servir também para contrabalançar as pressões e barganhas colocadas pelo Centrão para aprovar a PEC. Mais tarde, o STF deu seu veredicto no caso do orçamento secreto, considerando a prática inconstitucional.

“O mercado está achando que a PEC foi para o ralo e que vale agora o crédito extraordinário, como se isso fosse melhor”, disse o economista-chefe da Terra Investimentos, João Mauricio Rosal, sem concordar com tal interpretação. Ele lembra que o “caminho do crédito extraordinário tem algumas incertezas e se apoia numa liminar”. “Não é decisão final e tem de ser apreciada pelo STF. Se confirmada, abre a prerrogativa de privilegiar os gastos com os vulneráveis, o Bolsa Família, indefinidamente – uma porta que as pessoas não estão antevendo”, disse. Ele destaca ainda que o cenário é de aumento de incerteza nas relações entre Legislativo e Executivo, que podem se tornar mais “belicosas”.

É nesse clima que a Câmara se prepara para votar a PEC amanhã, mas até o fim do dia muitas peças ainda podem se mover no tabuleiro. Segundo apurou o Broadcast Político, Lira tem defendido junto a aliados um “meio termo”. Ao menos o prazo de ampliação do teto de gastos em R$ 145 bilhões por dois anos deve cair para um ano. Mas há outras revisões podem desidratar ainda mais a versão final ante o texto avalizado pelo Senado.

Também amanhã o futuro ministro da Fazenda Fernando Haddad anuncia nomes bastante aguardados para a equipe econômica: o comando do Tesouro Nacional e da Secretaria de Política Econômica (SPE). Para o primeiro, é bem cotado o do atual secretário da Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, que, se confirmado, tende a ser bem recebido. Nesta segunda, Haddad afirmou que a procuradora Anelize Almeida irá chefiar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e confirmou o nome de Otávio Caldas como subprocurador.

“Os nomes não são ruins aos olhos do mercado. Além disso, Haddad está mantendo o discurso pró disciplina fiscal, que, se vai ser colocado em prática ou não, o tempo vai dizer, mas é o que o mercado quer ouvir”, disse uma fonte.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN