CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Dólar sobe após STF tirar Bolsa Família do teto e com ajustes ao exterior

Na prática, a decisão oferece uma saída para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manter o pagamento do Bolsa Família de R$ 600,...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O dólar opera em alta frente o real na manhã desta segunda-feira, 19, após a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, na noite de domingo, 18, de que o pagamento do Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família, não está inscrito na regra do teto de gastos, garantindo a legalidade de se pagar o benefício através da abertura de crédito extraordinário, sem necessidade de mudança constitucional.

Na prática, a decisão oferece uma saída para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manter o pagamento do Bolsa Família de R$ 600, mesmo sem aprovar a PEC da transição. Além disso, o mercado de câmbio se ajusta à valorização externa do dólar ante a algumas divisas emergentes ligadas a commodities, embora limitada pela queda em relação aos pares rivais, como euro e libra, em manhã de exterior mais positivo.

O secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Felipe Salto, disse mais cedo considerar correta a decisão de Gilmar Mendes. “Não é isso que vai produzir desequilíbrio fiscal, nem de longe”, afirmou, em entrevista à CBN.

“O recado que o STF dá com essa decisão do eminente ministro Gilmar Mendes é muito direto: vocês Congresso devem, sim, determinar as regras do jogo para o Orçamento, financiamento das políticas públicas, mas não façam barganha com o gasto que é para pessoas que estão passando fome”, afirmou Salto. “Um dos principais desafios do governo será o de redesenhar o arcabouço fiscal em substituição ao teto de gastos, que não deu certo e terá de ser substituído por uma nova regra “mais razoável”, avaliou. A expectativa é como ficam as negociações sobre outros pontos da PEC da Transição na Câmara, prevista para esta terça-feira.

No boletim Focus, divulgado mais cedo pelo Banco Central, houve revisão para baixo para o IPCA de 2022, de 5,79% para 5,76%, mas, para 2023, avanço de 5,08% para 5,17%, enquanto a estimativa para 2024, que está na mira do BC, segue em 3,50%.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,77% na segunda prévia de dezembro, ante queda de 0,55% na mesma leitura de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,38% na segunda quadrissemana de dezembro, perdendo força ante o avanço de 0,48% verificado na primeira quadrissemana deste mês, de acordo com dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Lá fora, as bolsas exibem ganhos, o dólar recua ante moedas principais e sobe frente algumas emergentes e ligadas a commodities e os juros dos Treasuries de dez e 30 anos sobem com perspectivas de altas de juros por BCs e após melhora do sentimento das empresas na Alemanha pelo terceiro mês consecutivo em dezembro.

Na agenda da semana, o julgamento sobre a constitucionalidade do orçamento secreto será retomado hoje pelo STF (10h). Os dados de transações correntes e IDP de novembro saem na quarta-feira e o IPCA-15 de dezembro, na sexta-feira. A agenda internacional na semana traz a publicação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de novembro nos Estados Unidos, na sexta-feira.

Às 9h38 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,58%, aos R$ 5,3249. O dólar janeiro ganhava 0,10%, aos R$ 5,3370.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN