
Após 3 meses, Justiça solta psicólogo acusado de estuprar pacientes
Ontem, ocorreu a primeira audiência no Poder Judiciário do caso envolvendo a primeira vítima a procurar a polícia, adolescente de 15 anos. As denúncias feitas por...
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Por Diego Cavalcante

Depois de ficar três meses preso acusado de estuprar pacientes durante sessões de hipnose, o psicólogo de 63 anos, foi solto no início da noite desta quinta-feira (15). A liberdade foi concedida pelo juiz Vitor Zampieri, da 1ª Vara de Fátima do Sul.
Ontem, ocorreu a primeira audiência no Poder Judiciário do caso envolvendo a primeira vítima a procurar a polícia, adolescente de 15 anos. As denúncias feitas por ela em agosto deste ano resultaram na prisão de Zacarias, no dia 13 de setembro.
Conforme o inquérito policial, além da adolescente, outras 12 vítimas procuraram a delegacia para denunciar o psicólogo. O processo foi desmembrado e haverá uma audiência para cada vítima.
Para responder ao processo em liberdade, o homem não poderá se aproximar nem manter contato com as vítimas, terá de comparecer mensalmente ao Fórum de Dourados, onde mora, e está proibido temporariamente de exercer a psicologia. O teor da audiência de ontem não foi divulgado.
O caso – Formado em psicologia há 11 anos, o homem é acusado de abusar sexualmente das pacientes durante sessões de hipnose, uma de suas especialidades. Ele tem consultório no centro de Dourados (a 251 km de Campo Grande) e também atendia pela rede pública de saúde de Fátima do Sul.
O inquérito policial foi encerrado em outubro e o psicólogo indiciado por estupro qualificado, violação sexual mediante fraude e injúria qualificada. Somadas, as penas podem chegar superar 100 anos de reclusão.
O primeiro caso levado à polícia foi da adolescente de 15 anos, moradora de Fátima do Sul. Ela procurou a delegacia para denunciar que tinha sido abusada sexualmente durante consultas. Após a denúncia se tornar pública, outras 12 vítimas foram localizadas pelos investigadores e também apontaram os abusos.
Na fase de inquérito, o psicólogo se manteve em silêncio sobre as denúncias. Ele foi ouvido na delegacia no dia 3 de outubro, mas usou o direito garantido pela Constituição de permanecer calado. Como o processo está em sigilo, não foi possível apurar se ele negou ou admitiu os crimes na audiência de ontem.
Condenação anulada – Em 2015, o psicólogo foi condenado por tentativa de estupro de outra paciente, mas a sentença de um ano e seis de reclusão foi anulada dois anos depois pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Casado e pai de dois filhos, o homem é estrangeiro naturalizado brasileiro e tem como especialização a hipnoterapia educativa (técnicas hipnóticas utilizadas como auxílio para tratamento de transtornos emocionais, físicos e psicológicos). Ele também é pastor evangélico.
Fonte: Campo Grande News
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