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Em depoimento, PM afirma que foi chamado para recuperar carga mas não questionou se produtos eram ilícitos

A Polícia Militar foi informada sobre o rapto de um homem no bairro Cascavel Velho, mobilizando diversas viaturas. Uma testemunha relatou aos policiais o crime, inclusive...

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Por Fábio Wronski

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Em depoimento, PM afirma que foi chamado para recuperar carga mas não questionou se produtos eram ilícitos

A equipe da CGN teve acesso ao depoimento do policial militar que foi preso no dia 18 deste mês, no bairro São Cristóvão, em Cascavel, durante uma ação relacionada a um sequestro relâmpago.

A Polícia Militar foi informada sobre o rapto de um homem no bairro Cascavel Velho, mobilizando diversas viaturas. Uma testemunha relatou aos policiais o crime, inclusive mencionando o uso de arma de fogo.

Com as informações repassadas, a PM conseguiu localizar o automóvel envolvido no suposto sequestro, deslocando-se até uma residência na Rua Mato Grosso. Com o apoio do helicóptero da corporação, várias equipes chegaram ao endereço e realizaram a abordagem de três pessoas: um policial militar, um advogado e um empresário.

Os três confessaram que estiveram com a vítima, que havia sido deixada, momentos antes, no mesmo local onde foi encontrada.

Em depoimento, o policial militar, lotado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Paraná, em Toledo, deu detalhes sobre sua participação no episódio. Ao delegado de plantão, o militar relatou que foi chamado pelo advogado para ir até uma pessoa suspeita de ter roubado uma carga.

Ele afirmou que aceitou o convite, dizendo que teria apenas o papel de prestar segurança ao advogado e ao empresário, pois ambos temiam o que poderiam encontrar durante as buscas.

O PM contou que chegou à casa da vítima, porém ela não estava no local, conforme informado por familiares. Na sequência, o trio encontrou o homem chegando ao endereço, momento em que o advogado realizou a abordagem e o questionou sobre o suposto roubo.

Nesse momento, a vítima teria sugerido que fossem até a casa de outra pessoa, e os quatro se deslocaram até o endereço no carro do advogado. Ao chegarem ao local, a pessoa procurada não foi encontrada, e eles deixaram o local.

O PM reforçou, em depoimento, que não sacou a arma de fogo em nenhum momento durante a abordagem à vítima e que ninguém a forçou a entrar no carro, afirmando que ela foi de livre e espontânea vontade.

O delegado questionou o militar sobre a suposta carga roubada, buscando saber se ele tinha conhecimento da ilicitude do carregamento. O policial afirmou que não sabia qual carga havia sido furtada e que também não procurou obter essa informação.

Após o depoimento, o servidor público foi detido e ficou sob custódia do 6º BPM de Cascavel. Posteriormente, foi transferido para o 19º BPM, onde está lotado. A arma que o policial portava era de uso pessoal, não pertencente à corporação, e também foi apreendida.

A prisão em flagrante do policial foi homologada pela Justiça, sendo arbitrada fiança no valor de R$ 3 mil. O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Informações sobre o roubo da carga, bem como sua natureza, não foram divulgadas, apenas que o valor estimado está entre R$ 400 mil e R$ 800 mil.

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