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Condenadíssimo, mas e daí? – Por Caio Gottlieb

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Em decisão já esperada, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, negou na última quarta-feira (6), por unanimidade, o recurso impetrado pelos advogados de defesa de Lula e manteve a sentença de 17 anos de prisão que lhe foi imposta por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

Realizado ao longo de uma semana por meio virtual, o julgamento sacramentou a segunda condenação do ex-presidente por um colegiado judicial de segunda instância (a primeira, já confirmada também pelo STJ, foi no processo do triplex do Guarujá, a quase 9 anos de reclusão, por crimes idênticos), mas não o fez perder sequer um minuto de sono.

Beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal, feita sob medida para tirá-lo da cadeia quando cumpria a primeira condenação em Curitiba, que considerou ilegal o início da execução da pena antes de esgotadas todas as infindáveis apelações a que os réus, neste país, têm direito, Lula continuará andando por aí livre e faceiro como o símbolo maior de que, no Brasil, o crime compensa e a impunidade dos ricos e poderosos segue firme e forte.

Menos mal que, pela Lei da Ficha Limpa, ele está duplamente inelegível.

Mas convém não duvidar de que, na calada de uma noite qualquer em Brasília, ela acabe sendo revogada.

Sabemos muito bem que nossos políticos, quando legislam em causa própria, são capazes de tudo.

De tudo mesmo.

(Leia e compartilhe outras postagens acessando o site: caiogottlieb.jor.br)


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