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Brasil

Cem anos atrás…

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Inspirado, neste primeiro dia do ano, também pela celebração do início de uma nova década, o blog resolveu oferecer um prato cheio para os leitores que gostam de história fazendo uma rápida visita ao passado para lembrar alguns fatos que marcaram o mundo e o Brasil nos idos de 1920.

Foi a época, por exemplo, em que os Estados Unidos tornaram-se uma das maiores potências do planeta, pujança interrompida em 1929 pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York.

Simultaneamente, a Europa ainda sofria as consequências da 1ª Guerra Mundial, que viria permitir a ascensão na Alemanha do Nazismo liderado por Hitler, o surgimento do Fascismo italiano e ainda o Salazarismo em Portugal.

Na cultura e nos costumes, houve mais liberdade. As mulheres já haviam conquistado o direito ao voto e os filmes de Clara Bow (vista na foto acima) e as comédias de Chaplin imperavam no cinema.

Houve também o surgimento do primeiro personagem de desenho animado popular ao ponto de, por si só, atrair o público: o Gato Félix.

Também eclodiram movimentos de arte como o dadaísmo, de Marcel Duchamp, e o surrealismo de Salvador Dalí.

O cinema igualmente passou por uma revolução com os movimentos de vanguarda na União Soviética, capitaneados por cineastas como Sergei Eisenstein (O Encouraçado Potemkin), e Dziga Vertov (O Homem com a Câmera).

Na Espanha, tinham espaço os filmes surrealistas de Luís Buñuel.

Na França, uma dançarina afro-americana, Josephine Baker, apresentava-se nos teatros da efervescente cidade de Paris, ditando a moda a todo o mundo, tendo divulgado os banhos de sol.

Na arquitetura destaca-se o Art Déco, que perduraria nas duas décadas seguintes. O mundo também vivia a “Era do Jazz”, ritmo musical que havia se tornado amplamente popular ao longo da década.

Um exemplo de uma música da época é Rhapsody in Blue do compositor George Gershwin. Outro ritmo muito popular era o Blues.

No Brasil, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, é realizada, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana da Arte Moderna, que contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.

Tinha o objetivo de renovar o ambiente artístico e cultural da cidade e sua influência ecoa até hoje.

Além desse evento, 1922 foi um ano um tanto conturbado, com o movimento tenentista (a revolta dos 18 do Forte), a eleição do presidente Artur Bernardes, que governou praticamente em estado de sítio, e a fundação do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Também no Brasil iniciaram as primeiras transmissões de rádio.

Já um sucesso no mundo inteiro, o lendário Ford modelo T chega ao Brasil em 1921, quando a marca também inaugura a primeira fábrica de automóveis do país.

Em 1925 a pintora Tarsila do Amaral lançava uma de suas obras mais conhecidas: O vendedor. Em 1928,
ela apresenta o famoso Abaporu.

O progresso econômico experimentado por muitos países durante a década de 1920 (especialmente os Estados Unidos) foi de natureza semelhante ao que será vivido entre 1950 e 1990.

Cada período de prosperidade foi o resultado de uma mudança de paradigma nos assuntos globais. As transformações na década de 1920 ocorreram em parte como resultado do término da Primeira Guerra Mundial e da gripe espanhola.

Faltando pouco mais de dois meses para acabar a década, a queda da bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929, determinou o fim dessa era de prosperidade que ficou marcada na história como “Loucos Anos 20”.

Como será que ficarão conhecidos na posteridade os anos 20 deste trepidante século 21?

(Leia e compartilhe outras postagens acessando o site: caiogottlieb.jor.br)


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