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Comércio em Cascavel já poderá funcionar até às 22h a partir da semana que vem

Assim será nas duas próximas semanas, de segunda a sexta-feira, dos dias 12 a 16 e 19 a 23....

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Por CGN

Época do ano dentre as mais aguardadas por consumidores e lojistas, o Natal permitirá ao comércio cascavelense o funcionamento das 9h até as 22h a partir de semana que vem.

Assim será nas duas próximas semanas, de segunda a sexta-feira, dos dias 12 a 16 e 19 a 23.

Já no fim de semana que antecede o Natal o comércio poderá funcionar até as 18h no sábado (17) e até as 17h no domingo (18).

Na véspera de Natal, no sábado (24), o horário permitido é das 9h às 17h.

De acordo com o presidente do Sindilojas (Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Cascavel e Região), Leopoldo Furlan, os comerciantes podem optar em abrir as portas ou não no horário estendido, pois varia de acordo com o produto comercializado.

Ainda de acordo com Furlan, quanto aos funcionários dos estabelecimentos comerciais segue o que regula a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), com o pagamento de hora extra acima de oito horas trabalhadas com limite máximo de duas horas, bem como a possibilidade de a carga extra ser abatida em eventual banco de horas.

Mão de obra em falta

Para os comerciantes que têm muitos funcionários geralmente a opção é pelo rodízio na escala de trabalho para optar pelo funcionamento noturno. Já muitos outros têm optado por contratar temporários no período.

Entretanto, a falta de mão de obra qualificada aliada à informalidade tem deixado a mão de obra escassa.

“A contratação no comércio subiu neste período, principalmente por conta de temporários, mas a mão de obra é escassa desde o início do ano, e isso tem sido percebido desde o retorno da atividade econômica no pós-pandemia”, diz o presidente do Sindilojas.

Segundo Leopoldo Furlan, o número de pessoas que deixou de ser empregado para empreender subiu nos últimos anos, mas deverá ter uma queda a partir de 2023.

“Em restaurantes, por exemplo, que foram afetados com a pandemia, cozinheiros se desligaram e abriram o próprio negócio. Também nunca se viu tantas barbearias e pessoas na informalidade, por exemplo. O problema é que essa mão de obra qualificada não tem experiência em gestão do negócio, e a tendência é que a partir do ano que vem essa lógica se inverta, com o retorno deles como empregados”, explica.

Furlan lembra ainda que diariamente centenas de oportunidades de emprego são oferecidas na Agência do Trabalhador, mas a procura é baixa. Diz ainda que das instituições do Sistema S em Cascavel uma precisou oferecer bolsas de incentivo para interessados participarem do curso de panificação e outra está com quase 70% das vagas profissionalizantes oferecidas gratuitamente em aberto.

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