Juros: Mercado realiza lucros e taxas sobem, após quedas nas últimas sessões

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 encerrou em 13,980% (regular) e 13,975% (estendida), de 13,916% ontem no ajuste, e a...

Publicado em

Por Agência Estado

Os juros futuros encerraram o dia em alta, corrigindo parte da queda acumulada nas últimas três sessões. Sem avanço nas negociações da PEC da Transição e mantido o suspense sobre quem será o ministro da Fazenda do governo Lula, os investidores partiram para a realização de lucros. À tarde, sem a pressão do leilão do Tesouro que teve risco maior para o mercado, o avanço perdeu um pouco de força, também diante da aceleração da queda do rendimento dos Treasuries.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 encerrou em 13,980% (regular) e 13,975% (estendida), de 13,916% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 13,03% para 13,13% (regular) e 13,12% (estendida). O DI para janeiro de 2027 terminou em 12,75% (regular) e 12,72% (estendida), de 12,65%.

Após as taxas encerrarem a semana passada em alta, a curva vinha devolvendo prêmios desde segunda-feira, com alguns vértices de longo prazo tendo fechado quase 100 pontos-base. O alívio esteve amparado na expectativa dos agentes de desidratação da PEC da Transição, diante dos sinais do Congresso de que considera excessivo o valor de R$ 198 bilhões de gastos a serem excepcionalizados da regra do teto a partir de 2023 e ainda mais sendo por quatro anos. Informações nos bastidores de que as lideranças da Câmara e do Senado vão defender um prazo de dois anos favoreceram o ajuste em baixa, assim como a perspectiva de que o valor caia para algo em torno de R$ 150 bilhões, considerado neutro do ponto de vista da expansão fiscal.

Nesta quinta-feira, o noticiário da PEC em banho-maria – as discussões na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado só começarão na próxima semana – abriu espaço para uma realização de lucros nos principais vértices. Até porque o nome do ministro da Fazenda – outro tema ao qual o mercado está bastante sensível – também só deve sair na semana que vem.

A correção das taxas, porém, perdeu ímpeto na segunda etapa, depois da realização do leilão de prefixados do Tesouro e com os retornos dos Treasuries atingindo as mínimas do dia. A taxa da T-Note de dez anos caiu a 3,50%, de 3,66% ontem no fim do dia. No câmbio, o dólar desceu a até R$ 5,1643, embora no fechamento, quando o mercado de juros já estava na sessão estendida, tenha devolvido quase toda a queda para fechar em R$ 5,1971 (-0,09%).

Na gestão da dívida, nestes primeiros leilões do mês, o Tesouro vendeu integralmente a oferta de 3 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN), o dobro do lote da semana passada e dobrou ainda o volume das Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) de 300 mil para 600 mil, tendo colocado hoje efetivamente 575 mil.

No fim da tarde, o mercado avaliava eventuais impactos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de validar a tese da revisão da vida toda para aposentadorias do INSS, aprovada por 6 votos a 5. De acordo com a equipe econômica, a revisão pode implicar em gastos na ordem de R$ 360 bilhões em 15 anos. Esse cálculo é criticado por especialistas do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev) e Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), que consideram o valor superestimado.

Na agenda do dia, o destaque foi o PIB do terceiro trimestre, que subiu 0,4% na margem, abaixo da indicação da mediana das estimativas (0,6%), mas sem impacto na curva.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X