Correção: Depois do Rio Pinheiros, Billings pode passar por revitalização

A nota publicada anteriormente continha uma incorreção: Diferentemente do que foi divulgado, Lair Krahenbuhl é o presidente do Conselho da CDHU e não o diretor presidente....

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Por Agência Estado

Att. Srs. Assinantes,

A nota publicada anteriormente continha uma incorreção: Diferentemente do que foi divulgado, Lair Krahenbuhl é o presidente do Conselho da CDHU e não o diretor presidente. O presidente da CDHU é Silvio Vasconcellos. Abaixo, segue versão corrigida:

Na sexta-feira, 25, autoridades de infraestrutura e meio ambiente do Estado de São Paulo falaram em live do Estadão sobre sustentabilidade, habitação e o projeto de despoluição do Rio Pinheiros. O presidente do Conselho da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, Lair Krahenbuhl, mencionou que o próximo ponto da capital a receber um projeto de recuperação é a represa Billings, na zona sul da cidade. O projeto está sendo construído e deve começar em 2026.

Ao longo da live, as autoridades defenderam que políticas de habitação, saneamento básico e meio ambientes devem ser integradas para resolver o problema de poluição da água. Entre elas, estava Fernando Chucre, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) e Benedito Braga, diretor executivo da Sabesp.

De acordo com Krahenbuhl, hoje mais de 25 mil pessoas vivem irregularmente às margens da Billings e, por conta disso, não é possível elevar o nível de capacidade do reservatório que, além de fornecer água para a região metropolitana, é um importante aliado do combate à enchentes. Para ele, essas pessoas precisam ser remanejadas de forma adequada e segura.

“A revitalização da represa deve beneficiar diretamente um milhão e meio de pessoas”, disse o presidente do Conselho da CDHU, mencionando que espera que o projeto tenha continuidade na próxima gestão de governo. Em 2023, o atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSBD), dá lugar a Tarcísio de Freitas (Republicanos), recém eleito. Tarcísio é ex-ministro da Infraestrutura do País durante o governo Bolsonaro (PL).

Também durante a live, Rodrigo Garcia disse que, ao longo da transição do governo, Tarcísio tem dito e se mostrado a favor da continuidade de projetos de sustentabilidade. “Ele (Tarcísio) me disse que seu governo não pretende ser um governo de ruptura, mas de mudanças”, disse o governador.

Projeto Billings

De acordo com a SIMI, já estão em andamento obras que fazem parte do programa Pró-Billings e de outras ações que somam investimentos de R$ 299,6 milhões. O projeto engloba 382 mil moradores de São Paulo, Diadema, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e tem conclusão prevista para 2025.

No entanto, um outro projeto é planejado para ser dado início em 2026 como uma outra parte do programa Pró-Billings. Serão mobilizados cerca de R$ 413,6 milhões em recursos para obras que encaminharão 100% do esgoto coletado para tratamento até 2033 dentro desses mesmos municípios.

Despoluição do rio Pinheiros

O projeto atual de despoluição do rio Pinheiros começou há quatro anos, sob a gestão Bruno Covas (PSDB) e João Dória (PSDB), que na época eram prefeito da capital e governador do Estado, respectivamente. O programa, que interliga ações dos três setores chaves – saneamento básico, habitação e meio ambiente -, já removeu mais de 779 mil m³ de sedimentos e 86,6 mil toneladas de lixo.

“Esse é o maior projeto socioambiental do País porque ele envolve saneamento básico e a revitalização do meio ambiente”, disse Marcos Penido durante a live.

“O Rio Pinheiros era considerado morto e uma pária dentro da nossa cidade. Todo mundo virava as costas para o rio e o colocava como um esgoto a céu aberto. Esse projeto ambiental traz dignidade às pessoas que receberam encanamento de esgoto em suas casas e mostra que é possível resgatar o rio, fazendo no Brasil aquilo que só víamos exemplos em outros países”, completou.

“Nós estamos falando aqui do Rio Pinheiros, mas eu acho que o grande mérito desse programa foi atender à população carente das áreas informais. No passado, nós tentamos métodos de limpeza do rio por flotação, entre outros métodos que tratavam só o Pinheiros. A inovação dessa gestão foi parar de dar antitérmico para dar antibiótico e de fato resolver a causa problema, cuidando também das pessoas mais carentes”, disse Benedito Braga.

A SIMI também destaca que uma nova etapa do programa está sendo construída. São cinco unidades de recuperação da qualidade das águas que vão colaborar com a recuperação de afluentes do Pinheiros que passam por locais onde não há viabilidade para passagem de rede coletora. “As URs serão instaladas próximo aos córregos: Jaguaré, Pirajussara, Antonico, Cachoeira e Água Espraiada. As obras serão concluídas no segundo semestre de 2022”.

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