Bolsas da Europa fecham em alta, apoiadas pelo setor de energia e de olho no BCE

Em Londres, o FTSE 100, subiu 1,03%, a 7.452,84 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, avançou 0,35%, a 6.657,53 pontos. Já em Madri, o índice...

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Por Agência Estado

As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira, 22, puxadas pelo setor de energia e de olho em sinalizações recentes sobre o futuro da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100, subiu 1,03%, a 7.452,84 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, avançou 0,35%, a 6.657,53 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,69%, a 8.326,90 pontos. O índice DAX, em Frankfurt, seguiu o movimento e fechou em alta 0,29%, a 14.422,35 pontos. Por fim, na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 aumentou 1,40%, a 5.846,61 pontos. As cotações são preliminares.

O FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 0,96, a 24.590,50 pontos. Segundo a Capital Economics, o projeto de orçamento da Itália para 2023 confirma que o novo governo manteve o comprometimento com a responsabilidade fiscal, diminuindo a turbulência nos mercados, “mas continua alto devido à grande dívida pública da Itália e à perspectiva de recessão e novos aumentos de juros do BCE”.

Entre ações que se destacaram no pregão e aumentaram o apetite de risco dos investidores, estão empresas de energia, diante de desdobramentos da crise no continente. Nesta terça, a União Europeia divulgou detalhes de seu plano para impor um teto aos preços do gás e a Bulgária informou que continuará operando com petróleo russo. A Gazprom, por sua vez, ameaça reduzir o fornecimento de gás para a Moldávia a partir de 28 de novembro.

Na Bolsa de Londres, Babcock International fechou com alta de mais de 6%, ao passo que Shell subiu mais de 4%. Empresa de recursos básicos também demonstram um bom desempenho no pregão, com as mineradoras Rio Tinto e Glencore fechando com alta de mais de 2,6%, no índice DAX, e 3,9%, na FTSE 100, respectivamente.

Mais cedo, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou que o BCE terá de subir juros a 4,25% até o segundo trimestre de 2023 para conseguir alcançar a meta de inflação de 2%, o que aumenta preocupações de investidores sobre o ritmo de crescimento da próxima reunião, que poderá prejudicar os ativos de riscos.

Também nesta terça, o membro do BCE Robert Holzmann defendeu a alta de 75 pontos base na próxima reunião, enquanto o também dirigente da instituição Olli Rehn afirmou que a política monetária do BCE deve garantir que as expectativas da inflação alcance a meta dos 2% a médio prazo. Presidente do Bundesbank e membro do BCE, Joachim Nagel prevê menores altas nas próximas reuniões, mas ressaltou que ainda há um caminho a percorrer.

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