Ajufer repudia interferência e quer manter nomeação de desembargadores do TRF-1

A petição da entidade foi apresentada no âmbito de uma ação protocolada pela ABDJ (Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia), que pede a suspensão da sessão...

Publicado em

Por Agência Estado

Uma das principais entidades de juízes federais – a Associação dos Juízes Federais da 1ª Região, Ajufer – pediu ao Conselho Nacional de Justiça que o ministro-corregedor Luis Felipe Salomão mantenha sessão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), marcada para esta quinta, 10, na qual deve entrar em pauta a nomeação de novos desembargadores para a Corte.

A petição da entidade foi apresentada no âmbito de uma ação protocolada pela ABDJ (Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia), que pede a suspensão da sessão da Corte Especial Administrativa em que o destaque é a promoção dos magistrados.

A associação alegou ‘notável açodamento’ e ‘direcionamento político’ caso a escolha dos novos desembargadores não seja realizada ‘pelo governo democraticamente eleito em 30 de outubro’.

O processo, que foi autuado pelo rito de pedido de providências, foi protocolado na última segunda-feira, 7. O grupo de juristas argumenta que a Corte deveria primeiro deliberar sobre as vagas do novo TRF-6, responsável pela jurisdição de Minas.

Em setembro do ano passado, esse novo Tribunal foi criado através do desmembramento das competências do TRF – 1, que hoje é a maior Corte federal do país e fica responsável pelos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima, Rondônia e Tocantins.

Já a entidade de juízes federais argumenta que ‘a competência dos novos órgãos julgadores foi definida em 28/07/2022’ e que ‘interditar o Plenário do TRF-1 apenas por causa dos resultados eleitorais é interferência político-partidária no Poder Judiciário’.

A representação dos magistrados, encabeçada pelo juiz federal Shamyl Cipriano, também argumenta que o TRF-1 tem falta de desembargadores, e que ‘é o último dos tribunais regionais a promover a ampliação’.

Outro ponto utilizado pela Ajufer é que o pedido de providências teria que ser analisado pelo plenário do CNJ, e não pelo ministro corregedor.

O processo está no gabinete de Salomão, que pode decidir ainda nesta quarta, 9.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X